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RELAÇÕES PERIGOSAS: As ligações de Flávio Bolsonaro com organização criminosa do Rio

Por Brasil 247   Sexta-Feira, 18 de Setembro de 2026

O vídeo que registra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao lado do deputado Rodrigo Bacellar — então governador em exercício e presidente da Alerj — em Armação dos Búzios, documenta encontros políticos realizados em julho de 2025, durante agenda oficial e de confraternização, ao lado do prefeito local e demais autoridades.

Em rede social, Bacellar publicou: “Sextou em Búzios ao lado do senador @flaviobolsonaro, do prefeito @oalexandremartins e de diversos amigos prefeitos, deputados, vereadores e secretários da região, em um momento de diálogo e alinhamento”.

A proximidade não era ocasional: Bacellar foi apontado pela Polícia Federal como “liderança do núcleo político” ligado ao Comando Vermelho (CV), atuando para obstruir investigações, vazar operações sigilosas e aparelhar o Estado em favor da facção.

Foi indicado por Flávio Bolsonaro como candidato do grupo ao governo do Rio em 2026 e chegou a receber da família Bolsonaro a medalha com os dizeres “imorrível, imbroxável e incomível”.

Em março de 2026, foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, denunciado pela PGR por repassar informações sigilosas ao ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva — o TH Joias, também réu por ligação com o CV. O caso se entrelaça ao núcleo do ex-governador Cláudio Castro (PL), que governou o estado e indicou Bacellar a cargos estratégicos.

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A rede de relações expõe pontos comuns:

A REDE — NOMES E LIGAÇÕES CRUZADAS

  1. Rodrigo Bacellar — Ligação com Flávio Bolsonaro: apoiado publicamente, indicado a candidato ao governo, encontros registrados inclusive em Búzios. Ligação com Cláudio Castro: assumiu interinamente o governo na ausência de Castro; foi indicado a postos-chave. Acusações: preso, cassado; denunciado por vazar dados de operações policiais para o CV; mandado de prisão fundamentado em risco à ordem pública.
  2. TH Joias (Thiego Raimundo dos Santos Silva) — Ligação com Flávio Bolsonaro: integrava círculo próximo; a Primeira Turma do STF tornou-o réu junto com Bacellar por favorecimento ao CV. Acusações: apontado como intermediador de compra de armas para a facção; recebeu informações sigilosas repassadas por Bacellar.
  3. Daniel Vorcaro — Banco Master — Ligação com Flávio Bolsonaro: o senador pediu R$ 134 milhões ao banqueiro para financiar filme sobre Jair Bolsonaro (“Dark Horse”). Ligação com Cláudio Castro: o governo do RJ, sob Castro, aplicou R$ 3,69 bilhões do Rioprevidência no Banco Master — os aportes coincidem com o período do pedido de Flávio. Desdobramento: Banco Central fechou o banco em novembro de 2026; investigação apura se recursos públicos foram usados como garantia a pedidos políticos.
  1. Ricardo Magro — Refinaria Refit — Ligação com Cláudio Castro: Operação Sem Refino apura favorecimento irregular à empresa; suspeita de pagamento de vantagens pessoais ao ex-governador. Conexão: caso integra o mesmo núcleo de investigações sobre uso da máquina pública em benefício de aliados do PL no Rio.
  2. Adilsinho (Adilson Oliveira Coutinho Filho) — bicheiro preso — Ligação com Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro: nomes aparecem em planilhas do presídio; Bacellar aparece com codinome “Barba”, com valores que somam quase R$ 4 milhões. Acusações: investigação apura se valores correspondem a caixa dois de campanha; lista inclui doações registradas a campanhas políticas.
  3. Outros nomes do mesmo núcleo — Bernardo Rossi — ex-secretário do Ambiente de Castro, acusado de licenças irregulares à Refit. Flávio Chadud/Servlog — presos; propina ligada à gestão da vice-governadoria. Bernardo Coutinho Loyola — sobrinho de Adilsinho, com laços comprovados com Castro.

O que está em jogo

A conexão entre todos esses casos não é mera coincidência. Convergem no mesmo campo político: o grupo que comandou o governo do Rio de Janeiro e que Flávio Bolsonaro pretendia conduzir às eleições de 2026.

As investigações revelam:

  • Encontros e alianças mantidos mesmo quando as suspeitas já eram públicas.
  • Recursos previdenciários e incentivos fiscais direcionados a pessoas sob investigação.
  • Vazamento de informações de inteligência para proteger facções criminosas.
  • Tentativas de afastamento público que não apagam a proximidade histórica e institucional.

A rede se entrelaça: quem compartilha palanques, indica candidatos, negocia recursos e mantém alianças com figuras acusadas de servir ao crime organizado não pode simplesmente se dizer alheio depois.

As ligações políticas com o núcleo investigado não podem esfriar — exigem esclarecimento completo, transparência total, divulgação à sociedade e responsabilização de todos.

Todos os fatos têm fonte oficial: decisões do STF, denúncias da PGR, relatórios da PF e reportagens verificadas.

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