Pastor e ministro André Mendonça manda soltar ex-procurador do INSS acusado de desviar R$ 11 milhões
Por BFC Quarta-Feira, 9 de Setembro de 2026
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a soltura do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, preso preventivamente desde novembro de 2025 no âmbito das investigações sobre o esquema de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. A prisão será substituída pelo uso de tornozeleira eletrônica e por outras medidas cautelares.
Virgílio é investigado pela Polícia Federal por sua suposta participação nas fraudes apuradas pela Operação Sem Desconto. Segundo a investigação, ele teria recebido R$ 11,9 milhões de entidades associativas suspeitas de realizar descontos indevidos. A PF também aponta que, quando ocupava o cargo, Virgílio ratificou um entendimento técnico que permitiu o desbloqueio em lote de benefícios para descontos associativos solicitados pela Contag.
As investigações também indicam que Virgílio e sua esposa, Thaísa Hoffmann Jonasson, teriam adotado estratégias para ocultar patrimônio mesmo depois do início da operação. De acordo com a apuração, o casal teria agido de maneira coordenada para dificultar a efetividade das medidas judiciais. Virgílio havia sido afastado do INSS em abril de 2025 e, em outubro, prestou depoimento à CPMI que investiga as fraudes na Previdência.
Mendonça também determinou a soltura, com tornozeleira eletrônica, de Samuel Crisóstomo do Bomfim Júnior, contador da Conafer, uma das entidades investigadas. Outros suspeitos tiveram medidas cautelares flexibilizadas. O ministro considerou que, com o avanço e a conclusão de parte das investigações, a manutenção das prisões preventivas deixou de ser necessária para preservar as apurações.