Seis irmãos se reúnem para despedida da casa dos pais em Patos, juntando suas histórias e memórias vivas
Por Redação 40 Graus com Polêmica Patos Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2026
Uma foto simbólica que retrata memórias constantes e histórias vividas ao longo de décadas ao lado dos pais. Foi assim que seis irmãos, bastante conhecidos na Capital do Sertão pela profissão que exercem, resolveram eternizar e reviver estes momentos que se tornarem últimos ao se reunirem na casa na Rua Felizardo Leite, 251, Centro de Patos, onde viveram por muitos anos ao lado de seus saudosos pais, Genival Félix de Oliveira e Cilede Carneiro de Oliveira.
Cheios de emoções, os irmãos Helder George (professor), Kézia Naara (psicóloga), Keila Suênia (agente de endemias), Genival Júnior (jornalista), Klítia Cimene (professora) e Kilza Salomy (telefonista) aproveitaram o momento para contar histórias vividas na infância e relembrar o passado alegre na convivência com seus parentes.

Quantas referências afetivas, momentos singelos, marcas profundas podem existir em uma casa onde uma família viveu por vários anos? É difícil descrever em palavras, mas cada um dos irmãos e irmãs sabe o que vivenciaram.
A Felizardo Leite conviveu com a família tradicional da cidade e tal viu de perto o desenvolvimento chegar com as mudanças impostas pelo tempo.
Adquirida pelos avós Severino Canuto e dona Diva nos anos 50, desde 1965 que os irmãos residiram na casa por muitas décadas com os pais que faleceram, a mãe Cilede em 10 de março 2018, enquanto seu Genival, mais recentemente em 30 de agosto de 2024.

Carregando dentro de si o saudosismo, a professora Klítia escreveu em sua rede social:
“De tudo que desta vida guardamos, nada se perpetua sem o toque potente do amor. Ele se encarrega de manter em nós os afetos que a memória eterniza, até que a morte, a “indesejada das gentes”, cumpra seu papel dilacerador das presenças físicas. Mas, ainda que ela seja tão eficaz, perde forças em nossas abstrações mais legíveis, porque o amor se faz presente também e, fortemente, na memória dos afetos que habitam em nós. E, assim, afetuosamente, nos despedimos da casa do nosso amor maior, carregando na saudade mansa que reside em nossa memória, tudo que vivemos nessa casinha pequena, capaz de abrigar gente tão grande, porque tão intensamente amorosa. Aos nossos pais, referências de amor e amizade, nossa gratidão eterna, por tão gigantes exemplos de vida, de dedicação e de humanidade. À Felizardo Leite, nosso abraço saudoso!
… porque, sentimos coisas boas dentro de nós, “uma certeza boa de que nem tudo se perde na confusão da vida e que, uma vaga, mas imperecível ternura, é o prêmio dos que muito souberam amar.”.
Posaram para uma foto carregada de simbolismo para se despedirem da residência que foi vendida há pouco tempo após a passagem de seus pais.