Mulher atropelada é declarada morta pelo Samu, deixada na pista e reanimada minutos depois por socorrista
Por G1 Terça-Feira, 20 de Janeiro de 2026
Uma mulher atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru (SP), chegou a ser declarada morta por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e deixada sobre a pista, mas foi reanimada minutos depois por um médico socorrista da concessionária que administra a via. O caso aconteceu neste domingo (18).
Segundo o boletim de ocorrência, logo após o acidente o Samu foi acionado, compareceu ao local e constatou o óbito de Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos. Com isso, a rodovia foi interditada e o Instituto Médico Legal (IML) chegou a ser acionado para a remoção do corpo.
Ainda de acordo com o registro, os policiais militares rodoviários chegaram à ocorrência quando a equipe do Samu já havia deixado a área. Pouco depois, um médico da concessionária percebeu movimentos respiratórios na mulher, que já estava coberta com uma manta térmica sobre a pista.
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Pedestre atropelada é dada como morta, deixada na pista pelo Samu e reanimada por socorristas em Bauru (SP) — Foto: Conecta Bauru/Reprodução
O socorrista iniciou imediatamente as manobras de reanimação, e a vítima foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru em estado grave.
O boletim de ocorrência também aponta que o motorista relatou aos policiais que a mulher atravessou a rodovia repentinamente, o que teria impossibilitado qualquer manobra para evitar o atropelamento.
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Mulher atropelada em rodovia é declarada morta pelo Samu, deixada na pista e reanimada minutos depois por socorrista — Foto: Arte/g1
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu no município, que informou que apura os fatos relacionados ao atendimento e que, caso seja constatada qualquer irregularidade, serão adotadas as devidas providências, conforme os protocolos e normas vigentes. A direção do Samu abriu uma sindicância interna, e a médica que atestou o óbito foi afastada.
Já a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que a vítima foi transferida do PSC de Bauru para o Hospital de Base de Bauru, em estado grave, e segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O caso será investigado.
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Mulher atropelada em rodovia é declarada morta pelo Samu, deixada na pista e reanimada minutos depois por socorrista em Bauru — Foto: Divulgação
Acidente
A Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294) chegou a ficar totalmente interditada no sentido capital-interior, no início da noite deste domingo, em Bauru, por causa do atropelamento.
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Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros fica interditada após atropelamento em Bauru — Foto: Artesp/Reprodução
De acordo com o motorista envolvido, ele trafegava no sentido em direção a Marília, quando a pedestre entrou repentinamente na pista para atravessá-la, sem que houvesse tempo suficiente para frear.
A rodovia chegou a ser totalmente interditada e permaneceu com o acostamento bloqueado até a conclusão do trabalho da perícia. A via foi totalmente liberada ao fim da ocorrência.
‘Eu nem sabia mais no que acreditar’, diz mãe de mulher
A mãe da mulher que foi declarada morta após ser atropelada e reanimada minutos depois disse que ficou em choque e “nem sabia no que acreditar” ao receber a informação.
O caso aconteceu neste domingo (19), na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), na altura do km 342, em Bauru (SP).
Segundo o boletim de ocorrência, Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, teve o óbito atestado ainda no local do acidente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com a confirmação da morte, a rodovia chegou a ser interditada, e o Instituto Médico Legal (IML) acionado para remover o corpo.
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Pedestre atropelada é dada como morta, deixada na pista pelo Samu e reanimada por socorristas em Bauru (SP) — Foto: Conecta Bauru/Reprodução
Pouco depois, um médico da concessionária que administra a rodovia percebeu movimentos respiratórios da vítima, que já estava coberta com uma manta térmica sobre o asfalto, e iniciou imediatamente as manobras de reanimação.
Em entrevista à TV TEM, a mãe da vítima, Adriana Cristina Roque, relatou o desespero ao receber a notícia da suposta morte da filha e criticou a demora no atendimento, que, segundo ela, configurou negligência no socorro.
“Na hora que eu vi a minha filha estirada no asfalto, já coberta com aquele papel alumínio, e eles falaram pra mim que não podia chegar perto. Falaram que infelizmente minha filha já estava morta, já estava sem vida, e eu queria ver, queria ver, eles não deixavam”, contou.
“Quando falaram que minha filha ainda tinha sinais vitais, que ainda estava viva, eu entrei em desespero e falei: 'isso é uma negligência, isso não existe'. Para eles, ela tava morta, e eu não sabia no que acreditar. Quando falaram que ela ainda tava com vida, eu já não sabia mais se eu acreditava se ela tava viva, se ela não tava", relatou.
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Mãe contou o desespero ao receber a notícia da suposta morte da filha — Foto: TV TEM/Reprodução
Fernanda foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru e, depois, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave.
A mãe de Fernanda ainda criticou o atendimento inicial à filha e acredita que a demora possa ter agravado o estado de saúde dela.
“Minha filha ficou um tempão exposta no meio da pista. Se tivessem socorrido na hora, o estado dela não seria tão grave. Ela bateu a cabeça, cabeça é perigoso. Eu acredito que, se tivesse sido atendida imediatamente, o caso seria menos grave”, afirmou a manicura.
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Mulher atropelada em rodovia é declarada morta pelo Samu, deixada na pista e reanimada minutos depois por socorrista em Bauru — Foto: Divulgação
De acordo com o boletim, os policiais militares rodoviários chegaram à ocorrência quando a equipe do Samu já havia deixado a área. Pouco depois, o médico da concessionária percebeu que a vítima ainda respirava e iniciou o atendimento.
A direção do Samu abriu uma sindicância interna para apurar falhas no atendimento, e a médica que atestou o óbito foi afastada até a conclusão da apuração.
"A dor que eu tô, eu não desejo pra ninguém. Para mim, é como se tivesse tirado um pedaço de mim"