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José Boto diz que janela não terá mais valores altos após Paquetá

Por Globo Esporte   Segunda-Feira, 2 de Fevereiro de 2026

Flamengo fez movimento ousado ao contratar Lucas Paquetá do West Ham. Um jogador titular da Premier League, alvo de grandes clubes europeus e que demandou do clube rubro-negro o maior investimento que já fez em toda sua história: 42 milhões de euros (R$ 260 milhões). Depois desta negociação, a diretoria ainda vai buscar outros reforços nesta janela?

 

Lances e movimentações de Lucas Paquetá em Flamengo x Corinthians, na Supercopa do Brasil

Em entrevista exclusiva ao ge em Brasília, antes da decisão da Supercopa contra o Corinthians, o diretor de futebol José Boto explicou que o investimento em Paquetá vai impactar no restante desta primeira janela de transferências, que ficará aberta até o dia 3 de março.

— No futebol não dá para dizer que acabou a janela, ainda mais que a janela no Brasil fica aberta até março. Estamos atentos ao mercado. É óbvio que nossa disponibilidade financeira agora é muito pequena para esta janela, mas aparecendo uma oportunidade que nos satisfaça do ponto de vista desportivo, alguma posição que nós identificamos e podemos vir a precisar, estamos atentos e não quer dizer que até o fechamento da janela não possa entrar outro jogador. Mas não esperem que nós vamos gastar valores altos depois de uma contratação dessa e, quando digo valores altos, é 10, 12 (milhões de euros) — explicou o dirigente português.

Paquetá procurou o Flamengo antes do Natal; José Boto detalha negociação

Paquetá procurou o Flamengo antes do Natal; José Boto detalha negociação

Este impacto foi avaliado pelo Flamengo e entendeu-se que a contratação de Paquetá ofereceria ao clube mais de um reforço em apenas um jogador. Como o meia pode fazer várias funções, a diretoria acreditou que o investimento, fora dos padrões do futebol brasileiro, valeria a pena.

— A iniciativa parte do Paquetá. No ano passado, mais ou menos nessa época, eu encontrei o agente do Paquetá no Ninho e falamos sobre trazer o Paquetá, mas naquela altura não era possível. Um pouco antes do Natal, ele liga e me diz: "Acho que neste momento é possível levar o Paquetá". Conversei com o presidente para saber até onde poderíamos ir (financeiramente) e também conversei com o Filipe, ele queria muito o jogador também — disse Boto, que completou:

— Entendemos que se trouxéssemos o Paquetá, os valores poderiam afetar esta janela, mas também chegamos à conclusão de que o Paquetá não é só um reforço, mas três ou quatro por causa das posições que ele faz e pela qualidade com que ele faz. É muito difícil nesse momento reforçar o Flamengo, pelo elenco que tem, mesmo para repor algumas peças não é fácil, e para aumentar o nível é difícil. Para isso tem que ser jogadores com esse valor de mercado. Sabíamos que a contratação de um jogador desse tipo inviabilizaria uma ou duas contratações que nós tínhamos em mente. O fato de ter sido o Paquetá, que pode fazer quatro ou cinco posições, fez com que decidíssemos avançar por essa contratação, porque, apesar de ter um impacto financeiro na janela, ela supriria as faltas que iríamos tentar resolver.

 

José Boto e Lucas Paquetá, reforço do Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo

José Boto e Lucas Paquetá, reforço do Flamengo — Foto: Adriano Fontes/Flamengo

Desde o primeiro contato de Paquetá, antes do Natal, até o anúncio do acerto se passou mais de um mês. A negociação longa teve idas e vindas e receio por um final infeliz, mas terminou com o Flamengo vencendo concorrência de clubes como Chelsea e Tottenham, que fizeram propostas para contratar o meia brasileiro.

— Quando você parte para uma contratação dessa ela tem um impacto midiático, de elevar o nome do clube, ir a um lugar que não iríamos sem esse tipo de movimento. Navegamos em águas desconhecidas, ir à Premier League buscar um jogador que o clube não queria vender, algo que acho que nunca foi feito no Brasil. Estávamos cientes de que seria um processo longo e ainda conseguimos esconder durante um tempo. A primeira pedida do West Ham foi de 60 milhões de euros (R$ 370 milhões) e, para a negociação ser rápida, ou pagávamos esse valor ou desistíamos dela. Criamos uma estratégia, com toda a colaboração do Paquetá, de tentar levar o valor para onde pudéssemos pagar sem prejudicar a saúde financeira do clube. Demorou mais de um mês, teve alguns recuos e avanços, e tenho que destacar o papel do Paquetá no meio disso tudo, e a vontade que ele tinha de voltar ao Flamengo. Sem essa vontade dele, mesmo que tenhamos pujança financeira para lutar com alguns clubes europeus, não daria. O valor que pagamos, 42 milhões de euros, haveria na Europa seguramente 10, 15 clubes que poderiam contratá-lo.

A contratação de Paquetá fez desta janela a mais agressiva da história do Flamengo, com investimento superior a R$ 300 milhões. O reforço fez sua estreia no jogo contra o Corinthians e quase saiu como herói, mas perdeu chance incrível de empatar a decisão da Supercopa, vencida pelo time paulista por 2 a 0. O meia será apresentado oficialmente nesta segunda.
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