Problema de retenção de macas do Samu no Hospital Regional de Patos volta a causar prejuízos ao órgão
Por Redação 40 Graus com Patosonline Sexta-Feira, 16 de Janeiro de 2026
O antigo problema de retenção de macas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no Complexo Hospitalar Regional de Patos volta a causar inúmeros prejuízos e dilema ao órgão que depende desses equipamentos para operar. A denúncia parte do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (SINFEMP) que encaminhou, nesta quinta-feira (15), o Ofício nº 014/2026 à direção da unidade hospitalar para solucionar o problema recorrente.
A direção do sindicato informou que foi procurada por profissionais de enfermagem de municípios da região que fizeram a denúncia de que estariam sendo obrigados a permanecer por horas no hospital aguardando a liberação das macas, o que tem causado desgaste físico e mental, além de comprometer novos atendimentos de urgência.
O documento também aponta que os profissionais não dispõem de local adequado para descanso, alimentação ou higienização, permanecendo expostos por longos períodos na porta do hospital.
O sindicato alerta que a situação representa risco à assistência prestada e considera “lamentável e inexplicável” que um complexo de saúde do porte do Hospital Regional de Patos enfrente falta de macas.
A presidente do SINFEMP, Maria do Carmo Nunes Soares, solicitou uma resposta formal da direção do hospital e a resolução do impasse junto ao setor de regulação do SAMU.

Hospital admite problema e trata como questão casual
O Hospital Regional de Patos informou que a retenção de macas do SAMU pode ocorrer de forma pontual e excepcional, especialmente em períodos de alta demanda assistencial, quando não há disponibilidade imediata de leitos na urgência.
Segundo a unidade, nesses casos, a permanência temporária das macas tem como objetivo garantir a segurança e a continuidade do atendimento ao paciente, até a liberação de leitos adequados. A direção afirmou ainda que atua continuamente para otimizar os fluxos assistenciais e reduzir o tempo dessas ocorrências, reafirmando o compromisso com a integração dos serviços de saúde e a segurança dos pacientes.
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