Direção do Hospital Regional de Patos abre sindicância para apurar troca corpos em necrotério
Por Redação 40 Graus com Jornal da Paraíba Terça-Feira, 12 de Maio de 2020
Em nota, o Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos informou que já foi aberta uma sindicância para apurar o caso da troca dos corpos e se solidarizou com as famílias dos dois mortos. O fato aconteceu no domingo (10), no necrotério do próprio Complexo.
O relojoeiro Jeová Ferreira Nunes, de 50 anos e uma mulher, que não teve a sua identidade revelada, tiveram os corpos trocados e encaminhados às famílias para velório e enterro. Jeová morreu e a suspeita é de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus.
Jéssica Santos, filha do relojoeiro Jeová Ferreira Nunes, disse que a família só ficou sabendo da troca um dia depois, após o pai já ter sido enterrado. Segundo ela, uma empresa funerária fez a remoção e enterrou, desta vez o corpo do pai de Jéssica.
“Ele morreu domingo e o enterro aconteceu às 22h. Mas na verdade meu pai ficou na pedra do hospital e trouxemos outra pessoa para sepultar. Ficamos sabendo só ontem à noite desse absurdo por terceiros e não pela direção do hospital. A assistência funerária fez a remoção do corpo que foi enterrado no lugar do meu pai, no cemitério Santo Antônio, e foi feita a troca dos corpos”, relatou.
O sentimento da família, além de dor pela morte do relojoeiro Jeová Ferreira Nunes, é de revolta.

NOTA DE ESCLARECIMENTO
O Complexo Hospitalar Regional Dep. Janduhy Carneiro de Patos (CHRDJC) esclarece que já abriu sindicância para apurar o caso de troca de corpos ocorrido em seu necrotério. Reitera ainda que segue protocolos rígidos de identificação de corpos após atestado de óbito ocorrido na unidade.
Não fugiu aos procedimentos a identificação de dois pacientes que vieram a óbito no último dia 10/05: o de uma senhora, ocorrido na área vermelha, e de um senhor, no isolamento Covid. Em ambos os casos, a equipe de Enfermagem seguiu a rotina e fez as identificações duplas, ou seja, tanto no próprio corpo, através de fitas adesivas, quanto no involucro, como determina o protocolo.
Reiteramos que a sindicância apurará os fatos até para que não pairem dúvidas sobre esse lastimável acontecimento. Também nos solidarizamos às famílias dos mortos, com a consciência que fizemos o que teve ao nosso alcance para que eles tivessem a melhor assistência em suas necessidades. Às famílias, nossa solidariedade e sentimento de pesar e à disposição para juntos descobrirmos quem gerou esse lamentável acontecimento.