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Sexta-feira 13: por que a data ainda é vista como azar

Por Redação 40 Graus   Sexta-Feira, 13 de Fevereiro de 2026

sexta-feira 13, considerada por muitos um dia de azar, volta a ocorrer neste ano e reacende o debate sobre superstição, história e estatísticas, que indicam não haver aumento real de riscos.

Neste ano, a coincidência aparece três vezes no calendário, fato incomum e que reforça a fama negativa da data entre supersticiosos.

Além disso, a data coincide com períodos festivos e datas românticas em alguns países, mostrando como interpretações variam conforme cultura e crenças.

Medo da data

Mesmo com ceticismo crescente, pesquisas indicam que parte da população ainda sente receio diante da data.

Levantamento do instituto YouGov mostra que mulheres e homens ainda se declaram supersticiosos, especialmente na Alemanha.

Como consequência, hotéis e companhias aéreas frequentemente evitam usar o número 13 em quartos e fileiras, para não causar desconforto aos clientes.

Estatísticas

Apesar da fama, estudos da seguradora alemã R+V indicam que não há aumento de acidentes em sextas-feiras 13.

Já a seguradora Verti aponta que as sextas-feiras comuns concentram mais ocorrências, mas sem relação estatística com o dia 13.

Ou seja, o temor popular não encontra respaldo consistente em números oficiais.

Eventos históricos

Mesmo assim, alguns acontecimentos ajudaram a consolidar a má reputação da data.

Entre eles, o bombardeio ao Palácio de Buckingham em 1940 e o naufrágio do navio Costa Concordia em 2012, ambos ocorridos numa sexta-feira 13.

Esses episódios alimentam a crença de que a data estaria ligada a acontecimentos negativos.

Origem

Segundo o antropólogo cultural Gunther Hirschfelder, da cidade de Regensburg, a associação entre azar e a data ganhou força apenas nas últimas décadas.

De acordo com o pesquisador, a superstição surge da mistura de mitos ligados ao número 13 e à sexta-feira, difundidos especialmente nos Estados Unidos.

Com o tempo, essa ideia foi exportada para outros países, tornando-se parte da cultura popular contemporânea.

Hoje, porém, especialistas apontam que a sociedade encara a data mais como curiosidade cultural do que como ameaça real.

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Priscila Pires

Priscila Pires: Aprecie sem moderação!

Publicado em Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2026
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