'A igreja precisa superar a mídia com notícias de esperança', afirma pastor
Por Gospel Prime Domingo, 3 de Maio de 2020
Continuando a nossa série de entrevistas com líderes e pastores de diversas denominações para entender o momento que estamos vivendo, como a igreja deve se portar e o que Deus está dizendo ao mundo, conversamos com o pastor Robson Thomas Pereira.
Thomas é casado com a pastora Cristine Tessmann e pai de Arthur e Anne. É pastor sênior da Igreja das Nações, em Criciúma (SC).
Para o pastor, a igreja continuará fazendo o que sempre fez: ser relevante e luz. Ele lembra que a igreja está na “contramão da sociedade”. Por isso, a igreja precisa superar todos os relatos negativos – principalmente os espalhados pela grande imprensa, com as boas novas do evangelho.
Robson diz que a igreja precisar “reverberar sua mensagem” de esperança e cita o exemplo de Josué e Calebe, que eram portadores de boas notícias em meio à relatos pessimistas.
“Quando a notícia é de morte, a igreja deve trazer a notícia de vida”, completa.
O que podemos aprender?
“Já aprendemos que somos frágeis”, afirma.
O líder da Igreja das Nações identifica essa fragilidade principalmente nas formas de se relacionar proporcionadas pela igreja e diz que não devemos ter uma “única forma de se relacionar”.
“A igreja pode ser ativada em vários aspectos diferentes” sem ficar dependente de reuniões e cultos presenciais.
Ele acredita que a pandemia foi uma oportunidade para “despertar uma unidade sem estar presente”, “coisa que a gente nunca tinha vivido”.
O que se modificará?
“A igreja não vai voltar a ser como era”, destaca.
O pastor crê que uma nascerá dessa crise uma igreja que “busca muito mais as pessoas e se importa com elas”. Ele diz que os cristãos terão muito mais empatia e altruísmo após a pandemia.
“A igreja deve ter uma palavra de vida e eternidade, mas também deve ter uma palavra de apoio e cuidado”, enfatiza.
Ele compara a igreja a um grande barco em que as pessoas entram e se sentem protegidas durante toda a viagem.

Robson Thomas (Divulgação)
Estamos preparados?
“Ninguém nunca está preparado para atender um mundo em pânico”, afirma.