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Fiéis de Jair Bolsonaro saem em carreata pelas ruas de Patos em favor do voto impresso

Por Vicente Conserva - 40 Graus   Domingo, 1 de Agosto de 2021

Mostrando total fidelidade às ideias do presidente Jair Messias Bolsonaro, eleitores seus e seguidores ideológicos fizeram na manhã deste domingo (01) uma carreata por diversas avenidas da cidade de Patos em favor do voto impresso e auditável.

Em cima do carro de som, os fiéis percorreram várias ruas na luta pela aprovação do projeto no Congresso Nacional.

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Entre eles estava o juiz aposentado e ex-candidato a prefeito, Ramonilson Alves, além do vereador Josmá Oliveira (Patriota), escudeiros do presidente da república.

“O voto auditável, não é retrocesso, é garantia, é avanço, é segurança”, disse Ramonilson, afirmando que, o que está se pedindo é reforçar a segurança da urna eletrônica. Ele exemplificou que todos querem mais segurança em suas casas, nos seus comércios, e com a urna, não pode ser diferente, por isso o país quer e precisa de mais segurança e transparência, afinal estamos escolhendo aqueles que vão está no comando da nação.

“Clareza, transparência, controle social e seriedade democrática: quanto mais, melhor. Voto auditavel é uma camada a mais de segurança e lisura do processo eleitoral. Voto auditavel: SIM”, divulgou Ramonilson em suas redes sociais.

Os adeptos da ideia saíram do antigo Campo da Liga, e em seguida a carreata tomou às ruas do bairro Jatobá, voltando para o Centro, e depois se dispersando na Praça Getúlio Vargas, no Centro.

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O ato atendeu convocação nacional de seguidores do presidente Bolsonaro que pedem a mudança no sistema de votação, mas foi considerado um fracasso devido à baixíssima adesão. 

Esse tem sido o principal discurso dos últimos dias do próprio presidente Bolsonaro que vem afirmando que em eleições passadas aconteceram fraudes nas urnas eletrônicas. Disse que provaria fraude nas eleições, porém, ele mesmo relatou em rede social que não tem provas.

Jair Bolsonaro fez durante live seu principal ataque ao sistema de votação brasileiro e repetiu com alarde teorias já desmentidas sobre as urnas eletrônicas.

Arthur Lira afirma não ver chance em PEC do voto impresso

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta sexta-feira (30) não ver chances de a PEC (proposta de emenda à Constituição) do voto impresso ser aprovada na comissão especial da Casa.

Na avaliação de Lira, o texto não terá apoio suficiente para chegar ao plenário. "A questão do voto impresso está tramitando na comissão especial, o resultado da comissão impactará se esse assunto vem ao plenário ou não. Na minha visão, tudo indica que não”, afirmou.

O comentário foi feito em uma live realizada pelo Conjur, que também teve a participação do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Eleito para comandar a Câmara com apoio de Bolsonaro, Lira afirmou que confia no sistema atual, mas disse não ver problemas em dar mais transparência ao processo de votação. “Onde não há problema, a gente precisa deixar ainda mais claro”, defendeu.

A proposta quase foi derrotada na última reunião da comissão do primeiro semestre, mas uma manobra de governistas adiou a votação para 5 de agosto, depois do recesso parlamentar.

O relator da PEC, deputado Filipe Barros (PSL-PR), aposta em Ciro Nogueira à frente da Casa Civil para fazer o texto avançar no Congresso. Além disso, Barros promete reformular o parecer para tentar vencer resistências.

Mesmo que avance na comissão, para aprovar uma PEC são necessários ao menos 308 votos na Câmara —de um total de 513 deputados— e 49 no Senado —de um total de 81 senadores—, em votação em dois turnos. E, para valer para as eleições de 2022, a proposta teria de ser promulgada até o início de outubro.

Ao comentar sobre o assunto, Gilmar Mendes disse considerar que a discussão do voto impresso é “uma falsa questão” que esconde outras intenções.

"Essa ideia de que, sem voto impresso, não podemos ter eleições ou não vamos ter eleições confiáveis, na verdade, esconde talvez algum tipo de intenção subjacente, de uma intenção que não é boa", afirma.

O ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disse que é preciso “parar de conversar fiada” e sugeriu que, diante das desconfianças, os defensores do voto impresso deveriam pedir a volta do voto manual "como um todo".

“Se de fato nós temos tanta certeza de que não há problemas no voto impresso, seria melhor voltar para o voto manual, que nós tivemos inúmeros problemas, inclusive na contabilização e depois no fenômeno que nós conhecemos do mapismo. Portanto, vamos parar um pouco de conversa fiada. Claro que todos nós somos favoráveis à auditabilidade da urna, queremos que seja auditável, e ela é auditável”, comentou.

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