João Azevêdo confirma negociação para incorporar bolsa desempenho a salários na PM
Por Wscom Quinta-Feira, 30 de Dezembro de 2021
O governador João Azevêdo (Cidanida) confirmou nesta quinta-feira (30) que no dia 4 de janeiro o Governo do Estado deverá retomar as negociações salariais com a Polícia Militar da Paraíba. João disse que a proposta inicial do Governo é incorporar a bolsa desempenho aos salários, o que levaria o policial a manter os seus rendimentos ao passar para a Reserva.
Azevêdo criticou opositores e disse que o maior problema para acordo é a bolsa desempenho, que causa a disparidade salarial entre oficiais da ativa e da reserva. Ele classificou como ‘hipocrisia’ a crítica daqueles que criaram a bolsa e que segundo ele teriam causado o problema.
“Estamos muito perto de um processo político, campanha eleitoral. Algumas pessoas tentam se aproveitar. Até gente que criou a bolsa desempenho tenta aparecer. Hipocrisia. Essa bolsa desempenho que causa esse problema. Vamos incorporar a bolsa no soldo. A diferença é como fazer isso, não dá para fazer de uma única vez, os cofres não suportam”, disse à 98 fm.
João disse ainda que deve ser separada a questão da Lei de Proteção Social, que cumpre uma exigência do Governo Federal de previdência especial para militares. O Governo do Estado deve expedir novo decreto sobre as promoções na Polícia Militar, revelou.
“A discussão hoje claro que não é sobre a proteção social. A lei veio por uma obrigação de cumprir uma legislação federal para criar uma previdência para os policiais, os policiais recolhem 10,5%. Essas regras gerais não tratam de salário, é outra lei, vamos separar as coisas, vamos tratar a lei de proteção social, no dia 4 vamos retomar a discussão de janeiro de 2020”, declarou.
O governador ainda tranquilizou as categorias e disse que haverá o aumento prometido em 2022: “os professores fiquem tranquilos. Estamos aguardando a definição, o percentual será repassado. A segurança, temos uma discussão desde o final de 2019, propusemos na época 5% de aumento linear a se fazia a incorporação de 50% da bolsa. O grande problema da Paraíba é esse, uma bolsa de produtividade, considerada parte integrante do salário na ativa. quando o cidadão vai para reforma, não leva a bolsa”.