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Mônica Bergamo: Operação contra Castro vira tiro de bazuca na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Por Brasil 247   Terça-Feira, 26 de Maio de 2026

A avaliação da jornalista Mônica Bergamo sobre os efeitos políticos da operação da PF (Polícia Federal) contra Cláudio Castro colocou em evidência o impacto das investigações sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. Segundo ela declarou à Rádio Band, a ofensiva policial contra o aliado fluminense “vira tiro de bazuca na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência”.

A análise de Mônica ocorre em meio aos novos desdobramentos das investigações envolvendo Castro, incluindo a apreensão e o desbloqueio de dois celulares e um tablet encontrados na residência do ex-governador do Rio de Janeiro durante a Operação Sem Refino. 

Para Mônica Bergamo, o problema político para Flávio Bolsonaro não está apenas no avanço da PF sobre Castro, mas no momento em que a operação ocorreu. “Aliados avaliam que a nova investigação é um golpe severo para Flávio, que já tentava se distanciar de Castro por considerá-lo tóxico. O problema é que a PF agiu antes do distanciamento virar fato público”, afirmou a jornalista.

A declaração resume o tamanho do constrangimento político imposto ao senador. A tentativa de afastamento em relação a Castro, segundo a leitura apresentada por Mônica, ainda não havia sido consolidada publicamente quando a investigação ganhou novo fôlego. Com isso, a associação entre os dois passou a representar um fator de desgaste para Flávio em um momento de articulação nacional.

O caso atinge diretamente a construção política de Flávio Bolsonaro porque Cláudio Castro é identificado como um aliado relevante no campo bolsonarista. A nova fase da investigação transforma essa proximidade em passivo político e dificulta a estratégia de apresentar o senador como nome viável para uma eventual disputa presidencial.

A fala de Mônica Bergamo também aponta para uma movimentação prévia de aliados de Flávio. Segundo a jornalista, setores próximos ao senador já consideravam Castro uma figura “tóxica” do ponto de vista político e buscavam reduzir a exposição dessa relação. A ação da PF, porém, antecipou publicamente um desgaste que ainda não havia sido administrado.

O avanço da investigação ganhou peso adicional porque os aparelhos apreendidos na casa de Castro já foram desbloqueados e estão sob análise dos investigadores. O material recolhido pode ampliar o volume de informações disponíveis à PF e abrir novas frentes de apuração dentro da Operação Sem Refino.

Os equipamentos foram apreendidos em 15 de maio, quando a PF cumpriu diligências no âmbito da operação que tinha como alvo a Refit. A partir do desbloqueio dos celulares e do tablet, os agentes passaram a examinar dados armazenados nos dispositivos, em uma etapa considerada sensível para o andamento do caso.

A pressão sobre Castro aumentou ainda mais nesta terça-feira (26), quando ele foi alvo de um segundo mandado de busca e apreensão determinado pelo Supremo Tribunal Federal. Desta vez, o foco da operação são os aportes de quase R$ 3 bilhões feitos pelo governo fluminense em fundos ligados ao Banco Master.

Esse novo capítulo reforça a percepção de que o caso deixou de ser apenas uma questão jurídica envolvendo o ex-governador e passou a produzir efeitos políticos mais amplos. No entorno de Flávio Bolsonaro, a preocupação é que a investigação contamine o ambiente de sua pré-campanha antes mesmo de uma definição formal sobre seu papel na disputa presidencial.

A avaliação de Mônica Bergamo indica que a operação atingiu um ponto vulnerável da estratégia de Flávio. Ao tentar se afastar de Castro, o senador buscava reduzir o custo político da relação com o ex-governador. Mas a ação da PF, segundo a jornalista, ocorreu antes que esse movimento pudesse ser percebido pela opinião pública.

No Rio de Janeiro, os desdobramentos também provocaram apreensão no ambiente político. Há preocupação em parte da Assembleia Legislativa fluminense diante do avanço das investigações e da análise dos equipamentos apreendidos na casa de Castro.

Para Flávio Bolsonaro, o desafio passa a ser conter os danos provocados pela associação com Castro em um cenário de exposição crescente. A investigação da PF, a perícia nos aparelhos e o novo mandado relacionado ao Banco Master ampliam o desgaste e colocam a pré-candidatura sob pressão.

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