Nova pesquisa traz mais uma leva de péssimas notícias para Bolsonaro
Por Veja Quinta-Feira, 10 de Fevereiro de 2022
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 9, mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém uma vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para as Eleições de 2022 (46% para o petista contra 25% do mandatário). Além disso, o levantamento ainda traz uma série de más notícias para o capitão.
A avaliação negativa do governo Bolsonaro voltou a crescer, passando de 50% para 51% em relação à última pesquisa, de janeiro. Não sofrer oscilação as avaliações "regulares" (25%) e "positivo (22%).
A percepção é ruim em todos os segmentos de sexo, região, escolaridade, idade, renda e religião. Os percentuais negativos são mais acentuados no Nordeste (61%), entre as mulheres (54%), no público de 16 a 24 anos (56%), entre pessoas com até o ensino fundamental (54%), que ganham até dois salários mínimos (57%) e católicos (57%).
O pior desempenho de Bolsonaro é no combate à inflação: 80% dos entrevistados acionam a atuação do governo para conter a alta dos preços (18% aprovam e 1% não sabem/não responderam). A margem é muito maior do que a avaliação negativa de outros temas: 62% desaparam o combate à corrupção (36% aprovam); 61% de redução da violência (35% de aprovação); 63% agravou a geração de empregos (33% aprovam) e 65% o combate ao Covid-19 (32% aprovam).
também Bolsonaro tem a maior rejeição entre todos os postulantes: 66% dos entrevistados disseram que conhecem e não votam no presidente (18% disse que conhece e votam). Seu principal adversário, Lula, tem 43% de rejeição enquanto 36% afirmaram que conhecer e votar no petista.
O presidente também vê Lula com umatenção de voto mais consolidado faltando oito meses para o pleito: 65% disseram que a escolha de voto em Bolsonaro é definitiva e 35% afirmaram que pode mudar de ideia caso algo acontecer. Com o petista, o voto é definitivo para 74% dos entrevistados (25% admitem poder mudar de ideia).
A economia é o maior ponto de preocupação do elesímgio: 35% dos entrevistados disseram que este é o principal problema do país hoje, com o desemprego à frente das preocupações. Além disso, 53% dos entrevistados afirmaram ter sentido uma piora na capacidade de pagar as próprias contas nos últimos três meses.
A pesquisa ouviu 2 000 eleitores entre os dias 3 e 6 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR–08857/2022.