Alinhamento do Cidadania com o MDB exclui João Pessoa e Campina Grande, mas não Patos
Por Redação 40 Graus com Jornal da Paraíba Sábado, 25 de Julho de 2020
O casamento do Cidadania com o MDB, em Guarabira, não produzirá efeitos em João Pessoa e Campina Grande. Os dois partidos, nas duas principais cidades do Estado, seguirão rumos antagônicos. As especulações sobre alinhamento estadual surgiram após o MDB fechar uma aliança com o partido do governador João Azevêdo, em Guarabira. Lá, a chapa majoritária será encabeçada pelo ex-governador Roberto Paulinho (MDB), tendo Beto Meireles (Cidadania) na vice.
O acordo possibilitou, inclusive, a migração do deputado Raniery Paulino (MDB) da liderança da oposição para a base governista. O presidente estadual do Cidadania, Ronaldo Guerra, disse que tem mais três ou quatro cidades do interior do Estado onde as duas siglas poderão convergir. “Onde houver entendimento, vamos conversar e fechar a aliança”, disse.
Sobre João Pessoa, o Cidadania e o MDB tendem a se bicar no embate eleitoral. O candidato emedebista, Nilvan Ferreira, deu declarações de que não pretende firmar aliança com João Azevêdo. Ronaldo Guerra tornou público, logo em seguida, que a rejeição do partido do governador à composição é recíproca. O nome do Cidadania para a disputa na capital, por isso, deve ser definido na semana que vem.
Em João Pessoa, dois vereadores do Cidadania apresentaram nome para a disputa. Bruno Farias e Léo Bezerra entendem que têm envergadura para a disputa. Da base governista, o deputado estadual Wilson Filho (PTB) também busca o apoio do gestor. Outro nome que corre por fora é o do ex-senador Cícero Lucena (PP), que se apresenta como pré-candidato.
Em Campina Grande, Cidadania e MDB têm nomes prováveis para a disputa. O partido do governador está dividido entre o candidato do Podemos, de Ana Cláudia Vital do Rêgo, e do PCdoB, de Inácio Falcão. Já o MDB aposta na candidatura de Tatiana Medeiros, que foi candidata a prefeita em 2012, quando foi derrotada pelo atual prefeito, Romero Rodrigues (PSD).
No entanto, sobre Patos, o presidente estadual do Cidadania, Ronaldo Guerra, não deu pistas, mas também não excluiu a possibilidade de aliança entre os grupos de Érico Djan (pré-candidato pelo Cidadania) e do prefeito Dinaldo Filho, hoje filiado ao MDB.
Os dois já tiveram no mesmo palanque em 2016 tendo uma parceria vitoriosa quando o médico Dinaldinho foi eleito prefeito de Patos com a ajuda do médico Érico Djan.
No meio da semana, ventilou-se a possibilidade do MDB lançar o vice de Érico.
Um emedebista perguntado se José Maranhão abonaria essa aliança, respondeu que o senador não faria objeção alguma de intermediar o alinhamento visto que já aconteceu em outros municípios.