O presidente Lula aparece na liderança da disputa presidencial de 2026 e se aproxima do patamar necessário para tentar vencer a eleição no primeiro turno, segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg. A pesquisa mostra Lula com 47% das intenções de voto no principal cenário testado, à frente de Flávio Bolsonaro, que caiu após a repercussão do escândalo envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Pelos números informados, Lula lidera todos os cenários de primeiro e segundo turno testados, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu força depois da divulgação de áudios relacionados a um pedido de recursos para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia de Jair Bolsonaro.
No cenário principal de primeiro turno, Lula aparece com 47% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro surge em segundo lugar, com 34,3%, depois de perder 5,4 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior. Renan Santos marca 6,9%, seguido por Romeu Zema, com 5,2%, e Ronaldo Caiado, com 2,7%.
Pela regra eleitoral brasileira, para ser eleito presidente sem segundo turno, um candidato precisa alcançar a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50% dos votos válidos, excluídos brancos e nulos. .
Considerando apenas os candidatos citados no principal cenário informado pela pesquisa, a soma de Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado chega a 96,1%. Nesse recorte, os 47% de Lula equivaleriam a aproximadamente 48,9% dos votos válidos entre esses nomes. Ou seja: levando em consideração a margem de erro, a possibilidade de uma vitória no primeiro processo do pleito é real.
A queda de Flávio Bolsonaro é o principal movimento político registrado pelo levantamento. O senador aparece com 34,3% no primeiro turno e perdeu 5,4 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. A retração ocorre após o vazamento de áudios enviados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em meio à negociação de recursos para a produção do filme "Dark Horse".
A pesquisa também testou cenários sem Flávio Bolsonaro. Nessa hipótese, Lula mantém cerca de 47% das intenções de voto, enquanto Romeu Zema sobe para 17%. Ronaldo Caiado aparece próximo de 14%, e Renan Santos reúne 8%. O resultado sugere que a ausência de Flávio redistribui votos dentro do campo da direita, mas não altera a posição de liderança de Lula.
Em outro cenário, a AtlasIntel substituiu Flávio Bolsonaro por Michelle Bolsonaro. Lula permaneceu com 47% das intenções de voto. Michelle registrou 23,4%, Romeu Zema alcançou 10%, Renan Santos apareceu com 7,8%, e Ronaldo Caiado somou 6%. Nesse quadro, a vantagem de Lula seria ainda mais ampla em relação ao segundo colocado.
Os números de segundo turno também favorecem Lula. Segundo o levantamento, o presidente aparece sete pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro, dez pontos acima de Romeu Zema e nove pontos à frente de Ronaldo Caiado. Contra Renan Santos, Lula abre vantagem de 19 pontos percentuais no cenário com maior presença de indecisos, brancos e nulos.
Na simulação direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente avançou 1,4 ponto percentual e chegou a quase 49% das intenções de voto. Flávio, por sua vez, caiu seis pontos após a divulgação do áudio envolvendo Daniel Vorcaro, recuando de 47,8% para 41,8%. O percentual de eleitores indecisos ou que declararam voto branco ou nulo aumentou 4,6 pontos percentuais.
A pesquisa também analisou cenários sem Lula. Nessa hipótese, Fernando Haddad e Geraldo Alckmin aparecem à frente de Flávio Bolsonaro. Haddad lidera por 3,7 pontos percentuais, enquanto Alckmin teria vantagem de 4,1 pontos sobre o senador. O dado indica que o desgaste de Flávio não se limita a um confronto direto com Lula.
A rejeição é outro ponto de atenção para a candidatura do senador. Segundo os dados informados, a rejeição a Flávio Bolsonaro cresceu dois pontos percentuais após a divulgação do áudio com Vorcaro, tornando-o o pré-candidato com maior índice de eleitores que dizem não votar nele de jeito nenhum. Lula aparece em seguida, com 50,6%, em patamar semelhante ao registrado em abril.
Também cresceu o medo de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro entre os eleitores. O receio em relação ao senador aumentou dois pontos percentuais desde abril, enquanto o medo de uma reeleição de Lula caiu quase sete pontos em um mês. A mudança reforça o impacto político do caso Vorcaro sobre a imagem do pré-candidato do PL.
O levantamento Atlas ouviu 5.032 pessoas entre os dias 13 e 18 de maio. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06939/2026.