Envolvido em denúncias de corrupção, Dinaldo diz que se filia ao MDB para voltar ao cenário político
Por Vicente Conserva - 40 Graus Quinta-Feira, 2 de Abril de 2020
O prefeito afastado de Patos, Dinaldo Medeiros Wanderley Filho, resolveu reaparecer de forma que pudesse chamar de fato atenção. Desde que foi afastado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, através de Medida Cautelar, por conta de sérias acusações de vários crimes de corrupção que teriam sido cometidos por ele e outros, no âmbito da Operação Cidade Luz, ele não teve muitas aparições públicas preferindo ficar recatado.
O político justificou o silêncio absoluto após ter sido afastado do cargo para qual foi eleito: “Para não atrapalhar a cidade, busquei me calar um pouco”, explicou. Ele falou em ressentimentos, mas enfatizou que não guarda rancor: “Não tenho magoa de ninguém”.
Mas foi nesta quarta-feira(01), Dia da Mentira, que ele resolveu surpreender a todos ao anunciar sua filiação ao MDB, partido que historicamente sempre adversário do grupo liderado por seu pai Dinaldo Wanderley.
Além de deixar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para ingressar e comandar o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na Capital do Sertão, Dinaldo insinuou que está de volta ao cenário político da Capital do Sertão: “Vou voltar ao debate, vou voltar a debater com as pessoas”, frisou.
Dinaldo foi mais além confessando que “sempre tive um sonho de ser prefeito”. Ele ainda acrescentou dizendo que encarou “sérios problemas na Prefeitura [de Patos]” após ter sido empossado como gestor do município.
O prefeito afastado já tentou, através de diversos recursos no Tribunal de Justiça da Paraíba, Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça, voltar ao cargo, mas todos sem sucesso.
Nos bastidores, muito se pergunta o que levaria o prefeito a reaparecer para apenas anunciar uma filiação a uma legenda, já que hoje vive em total ostracismo político.
Dinaldo não revelou se pretende encarar as urnas novamente em outubro, mas se cogita que ele possa usar a legenda como moeda de troca indicando o vice, pois como candidato à reeleição teria poucas chances, ou nenhuma, de vitória. Desta vez, a mudança só de partido mesmo.