Operação Tabelados em Patos investiga ex-diretores e ex-funcionário por desvio de recursos da instituição UNIFIP
Por Redação 40 Graus com Assessoria PC Quinta-Feira, 9 de Abril de 2026
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) de Patos, deflagrou na manhã desta quinta-feira (09) a segunda fase da Operação Tabelados. A ação ocorreu simultaneamente nos municípios de Patos e Quixaba e teve como alvo ex-gestores da instituição de ensino superior privada UNIFIP.
A ação teve como alvo três investigados, sendo dois ex-diretores e um ex-funcionário de uma instituição privada de ensino superior que foram demitidos pela direção assim que o esquema fora descoberto e o rombo contábil constatado.
De acordo com o delegado seccional, Ilamilto Simplício, as investigações apontam um esquema de desvio de recursos e gestão fraudulenta, praticado entre os anos de 2016 e 2025 dentro da UNIFIP.
De acordo com as apurações, os investigados manipulavam tabelas financeiras da instituição, alteravam preços e utilizavam notas fiscais para encobrir despesas irregulares.
Após o desligamento dos cargos, documentos importantes teriam sido retirados de forma clandestina, inclusive registros ligados ao FIES.
Durante a ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três na cidade de Patos e um em Quixaba. As equipes policiais apreenderam aparelhos celulares, documentos e planilhas, materiais considerados importantes para o aprofundamento das investigações e possível identificação de outros envolvidos no esquema.
De acordo com a investigação, esta nova etapa tem como objetivo reforçar o conjunto de provas do inquérito que apura crimes de gestão fraudulenta e desvio de recursos supostamente praticados entre os anos de 2016 e 2025.
A investigação teve início em setembro do ano passado, após denúncias sobre irregularidades na gestão da instituição. Apesar da quantidade de material apreendido, a Polícia Civil informou que, nesta fase, não houve prisões, já que o foco principal foi a coleta de provas.
Segundo o delegado seccional Ilamilto Simplício, a ofensiva é fundamental para consolidar os indícios já levantados e dar continuidade ao andamento das investigações.
A ação contou com equipes da DRF e da DHE, reforçando o compromisso da Polícia Civil no combate a crimes financeiros.
O nome da operação faz referência ao método utilizado pelos investigados. Conforme explicou o delegado da DRF, Lucas Rothardand, o grupo alterava tabelas financeiras da instituição para desviar recursos, além de utilizar bens e suprimentos em benefício próprio.