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PM’s que dirigem viaturas em Patos fazem paralisação; apenas duas viaturas estão nas ruas

Por Vicente Conserva - 40 Graus com Patosonline   Quarta-Feira, 12 de Janeiro de 2022

Para agravar ainda a situação da segurança pública na cidade de Patos, interior da Paraíba, policiais militares estão realizando nessa terça-feira, dia 11, a chamada paralisação legal em toda a Paraíba. O manifesto se deve à falta de capacitação para eles dirigirem viaturas. Com isto, a Capital do Sertão amanheceu apenas duas viaturas de serviço para as rondas de rotina.

De acordo com informações dos PM’s, eles querem que o governo promova o curso para retirada do Certificado de Condutor de Veículos de Emergência, o chamado CCVE. São poucos os oficiais que são habilitados e possuem essa classificação.

Os policiais reclamam ainda da falta de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) que é uma obrigação o uso segundo regulamento da própria Polícia Militar da Paraíba. “Nós não podemos trabalhar sem esses produtos, a exemplo do cinto de guarnição, exigido pelos policiais do BEP Motos para então voltarem às ruas”, disse um PM.

Para os policiais, a manifestação não se trata de uma negativa de trabalhar, mas sim exigência, o que é direito e para proteção pessoal dos agentes.

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Além disso, esta é uma forma de pressionar o governador João Azevêdo (Cidadania) a rever uma série de medidas danosas que foram enviadas à Assembleia Legislativa da Paraíba e aprovada pelos deputados que, segundo os PM’s, prejudicam a categoria.

Entre as exigências estão a insalubridade, o subsídio, a paridade e a integralidade, o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração e outras reivindicações que são legais e de direito dos profissionais.

Toda a região que compreende o 3º BPM está parada, que envolve os municípios de Santa Luzia, São Mamede, Teixeira e outros, além dos destacamentos, que estão contando apenas com os policiais do serviço ordinário.

Outra reclamação se deve ao fato da hora extra trabalhada que custa ao estado apenas 6 reais por cada hora.

Efeito danoso

Uma ocorrência de roubo em uma farmácia foi atendida por uma viatura que veio de São José de Espinharas para atender Patos, porque o efetivo era insuficiente para a demanda naquele momento.

Além disso, algumas ocorrências estão ainda sem solução, como a invasão ao Complexo Hospitalar de Patos por dois criminosos, que ainda não foram localizados e capturados pela polícia.

Sobre esse assunto, o Comando de Policiamento Regional de Patos deu a seguinte explicação:

“Existe uma redução em razão da falta de efetivo, que por conta do movimento legal que está existindo entre a PM de o Governo do Estado, boa parte dos policiais que na sua folga estava completando os cargos para outras guarnições simplesmente não estão se escalando para P.O.R. ou seja, Policiamento extra remunerado, que é de forma voluntária para aqueles que na sua folga queiram trabalhar. Com esta deficiência, enquanto está havendo as negociações entre governo e polícia, estamos com este prejuízo nas escalas de serviços. Porém, estamos com policiamento nas ruas atendendo às ocorrências normalmente”, falou o Major S. Filho.

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