Defensor público e advogado são presos em operação do Gaeco e Polícia Civil em Guarabira
Por Click PB Terça-Feira, 3 de Dezembro de 2024
Uma nova operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (3) na Paraíba, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Trata-se da segunda fase da operação ‘Integridade’, que está ocorrendo em parceria com a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e Grupo de Operações Especiais (GOE).
A operação foi deflagrada no município de Guarabira, no Brejo do estado.
Segundo as informações obtidas pelo Portal, essa etapa da operação foi desencadeada após a identificação de elementos que indicam que dois dos investigados estavam ameaçando testemunhas e destruindo provas essenciais para a continuidade das investigações.
Os presos são o ex-coordenador da Defensoria Pública na comarca de Guarabira, Marcos Antonio Maciel de Melo e o advogado e ex-assessor técnico comissionado da Defensoria Públicam Vinicius Queiroz de Souza.
As ameaças e a destruição de provas configuram tentativas evidentes de obstrução da Justiça, atos que violam gravemente o devido processo legal e o Estado Democrático de Direito. Diante disso, foram cumpridos mandados de prisão preventiva em desfavor dos referidos investigados, medida imprescindível para garantir a integridade da apuração dos fatos, a segurança das testemunhas e a preservação da prova.
A investigação, conduzida com rigor e respaldada por provas consistentes, apura a existência de um esquema organizado de desvio de finalidade no âmbito da Defensoria Pública e de outras organizações. As condutas investigadas incluem práticas de captação irregular de clientes e utilização de recursos públicos de forma contrária à sua destinação constitucional, em flagrante prejuízo à população vulnerável, que deveria ser a principal beneficiária dos serviços da Defensoria Pública.
O Ministério Público da Paraíba e as demais Instituições permanecem firmes no propósito de assegurar que as instituições públicas desempenhem suas funções de forma ética e responsável, sempre em defesa da sociedade e dos valores constitucionais. As investigações prosseguem, e novas fases da operação poderão ser realizadas, caso necessário, para elucidação completa dos fatos e responsabilização dos envolvidos.
*com informações de Ministério Público.