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Mais detalhes da prisão de Chocô – chefe do tráfico interestadual com ramificação em Patos

Por Metrópoles   Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2026

Autoridades da Paraíba e de São Paulo prenderam, na manhã desta quinta-feira (26/2), um homem apontado como o maior fornecedor de drogas para o estado paraibano. Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, foi capturado em um condomínio de luxo em Hortolândia, no interior paulista, durante a Operação Argos.

Segundo a investigação, o criminoso nasceu em Cajazeiras, na Paraíba, e mudou-se para São Paulo na juventude. No estado, ele subiu no mundo do crime dentro do sistema prisional, onde teria estabelecido conexões diretas com lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC) e obtido o apoio necessário para comandar a distribuição de mac0nha e cocaína para o Nordeste.

A investigação ressalta ainda que Jamilton Franco obteve rápida ascensão financeira e exibia uma vida de ostentação, com viagens, veículos de alto padrão e uma rede de imóveis luxuosos.

O nome de Chocô entrou na mira da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) da Paraíba em 2023, após apreensões recordes de carregamentos de drogas avaliados em ao menos R$ 100 milhões. O cruzamento de dados revelou que todas as cargas pertenciam a Jamilton Alves Franco.

Os investigadores analisaram celulares apreendidos e a quebra de sigilos bancários para revelar a estrutura criminosa. A organização atuava com estrutura de núcleos: em São Paulo, funcionava o “cérebro” da facção, responsável pelo controle estratégico, financeiro e logístico; já na Paraíba operava o “corpo”, responsável pelo varejo da droga, a distribuição territorial e arrecadação.

Três pessoas foram presas em Patos, no interior da Paraíba, dentro a Operação Argos, deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Polícia Civil da Paraíba. Segundo o delegado da Draco, Alex Amorim, as prisões ocorreram nos bairros Santo Antônio, Jatobá e Jardim Queiroz.

Só de joias apreendidas com um homem que tinha vida de alto padrão em Patos foi na casa de R$ 2 milhões, além de outros bens sequestrados por ordem da Justiça.

Os três presos têm ligações a organização criminosa interestadual ligada ao tráfico de entorpecentes no Nordeste.

Além das prisões em Patos, houve capturas em Pombal, Cajazeiras, João Pessoa, Campina Grande e também nos estados de São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Ao todo, a operação cumpriu 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão.
 

As grandes apreensões realizadas em Patos-PB desde o ano de 2023 fazem parte da investigação que culminou com a Operação Argos realizada nesta quinta-feira (26) na Paraíba e mais quatros estados.

Desde 2023, foram pelo menos três grandes apreensões de drogas em Patos que ajudaram a polícia a montar um verdadeiro quebra-cabeça e chegar ao principal fornecedor de drogas para Patos e Sertão do estado.

O prejuízo calculado pela polícia dessas apreensões é de quase R$ 30 milhões

 

A organização criminosa usava transportadoras legalizadas para camuflar a distribuição das dr0gas e possuía um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, incluindo em contratos públicos. Estima-se que o grupo criminoso tenha movimentado R$ 500 milhões desde 2023.

O nome da operação faz referência ao gigante mitológico Argos Panoptes, o guardião de cem olhos que nunca dormia totalmente.

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