Três pessoas são presas em Patos e tiveram bens aprendidos por ligação com organização criminosa interestadual ligada ao tráfico
Por Vicente Conserva - 40 graus com Pablo Rhuan Quinta-Feira, 26 de Fevereiro de 2026
Três pessoas foram presas em Patos, no interior da Paraíba, dentro a Operação Argos, deflagrada nesta quinta-feira (26) pela Polícia Civil da Paraíba. Segundo o delegado da Draco, Alex Amorim, as prisões ocorreram nos bairros Santo Antônio, Jatobá e Jardim Queiroz.
Só de joias apreendidas com um homem que tinha vida de alto padrão em Patos foi na casa de R$ 2 milhões, além de outros bens sequestrados por ordem da Justiça.
Os três presos têm ligações a organização criminosa interestadual ligada ao tráfico de entorpecentes no Nordeste.
Além das prisões em Patos, houve capturas em Pombal, Cajazeiras, João Pessoa, Campina Grande e também nos estados de São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Ao todo, a operação cumpriu 44 mandados de prisão preventiva e 45 de busca e apreensão.
As investigações tiveram início em 2023 e apontam que o grupo mantinha ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O líder da organização, Jamilton Alves Franco, conhecido como “Chocô”, natural de Cajazeiras, foi preso em Hortolândia (SP) e é apontado como principal fornecedor de entorpecentes para a Paraíba.
As grandes apreensões realizadas em Patos-PB desde o ano de 2023 fazem parte da investigação que culminou com a Operação Argos realizada nesta quinta-feira (26) na Paraíba e mais quatros estados.
Desde 2023, foram pelo menos três grandes apreensões de drogas em Patos que ajudaram a polícia a montar um verdadeiro quebra-cabeça e chegar ao principal fornecedor de drogas para Patos e Sertão do estado.
O prejuízo calculado pela polícia dessas apreensões é de quase R$ 30 milhões
Ainda conforme a Polícia Civil, a estrutura criminosa era dividida em núcleos de transporte, varejo e lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em cerca de R$ 500 milhões.
A ofensiva mobilizou mais de 400 policiais civis e também resultou no bloqueio de R$ 104,8 milhões em contas bancárias, além do sequestro de 13 imóveis de luxo e 40 veículos. Segundo a DRACO, apreensões realizadas desde 2023 já haviam causado prejuízo superior a R$ 100 milhões ao grupo.
- Maio de 2023, em Patos: 150 kg de cocaína, com prejuízo estimado em R$ 27 milhões;
- Junho de 2023, em Cajazeiras: 400 kg de drogas, com prejuízo de R$ 6,8 milhões;
- Outubro de 2023, em Conceição: 1 tonelada de drogas, com prejuízo de R$ 46 milhões;
- Dezembro de 2024, em Patos: 30 kg de drogas, com prejuízo de R$ 1,5 milhão;
- Fevereiro de 2025, em São José de Piranhas: 80 kg de cocaína pura, com prejuízo de R$ 10 milhões;
- Setembro de 2025, em Patos: 50 kg de entorpecentes, com prejuízo de R$ 1 milhão.
Os presos devem passar por audiência de custódia, e as investigações seguem em andamento.
Acompanhe a matéria produzida por Pabhlo Rhuan.