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Análise: Vasco chega à semifinal da Sula sem forçar o time titular

Por Globo Esporte   Quarta-Feira, 16 de Setembro de 2026

O Vasco está nas semifinais da Sul-Americana. Depois de também chegar às semifinais da Copa do Brasil, enquanto tenta a reação no Brasileirão. A equipe de Pedro Emanuel venceu o Santa Fe por 2 a 0 e mostrou que o elenco evoluiu. Tudo isso sem forçar o time titular em nenhum momento da competição internacional.

Durante a primeira fase, o Vasco não usou o time titular em nenhuma partida. Com Renato Gaúcho, o clube se classificou em segundo usando os titulares apenas na última partida da fase de grupos. Os outros jogos eram compostos por reservas e também garotos da base. Em jogos fora de casa, o treinador sequer viajou.

 

Pedro Emanuel nega que Z-4 do Brasileiro afete briga do Vasco por copas

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A partir do mata-mata, com a chegada de Pedro Emanuel, o Vasco adotou o estilo do treinador português. Há um time-base titular, sim (formado por Léo Jardim, Robert Renan, Sosa, Thiago Mendes e Andrés Gómez). Mas há jogadores que fazem parte de uma rotação e entram em quase todos os jogos, como Puma, Piton, Tchê Tchê, Ramon Rique e Adson.

E este é o maior mérito de Pedro Emanuel no Vasco. O treinador não só melhorou o nível do time titular e o tornou mais competitivo, como também recuperou jogadores que estavam em baixa e os tornou úteis nas Copas. Sem comprometer o maior desafio que é sair do Z-4 no Brasileirão.

Jogo a jogo, Pedro Emanuel escala o melhor Vasco possível em termos físico e técnico, o que muitas vezes foi ignorado nos últimos anos. Mas o treinador também traz um comprometimento e uma organização a cada partida que precisam serem valorizadas. O português encara com seriedade todos os jogos, o que fica nítido em campo. Mesmo com uma equipe reserva, o time mantém o padrão dos titulares. E com a mesma atitude.

Time do Vasco posa para foto antes da partida contra o Santa Fe, pela Copa Sul-Americana. — Foto: EFE/ Andre Coelho

Time do Vasco posa para foto antes da partida contra o Santa Fe, pela Copa Sul-Americana. — Foto: EFE/ Andre Coelho

O primeiro gol nasceu de um lance com a cara do Vasco de Pedro Emanuel. Marino e Adson trabalhando por dentro, Piton abrindo na esquerda e cruzando para a área preenchida por Puma e Bruno Duarte. Como Sosa dá cobertura aos zagueiros, Saldivia teve a liberdade e a atitude para atacar a segunda bola e se lançar à frente. Foi assim que o uruguaio roubou a bola após sobra na área e cruzou na medida para Bruno Duarte.

Atitude também dos jogadores que saíram do banco e não são titulares, como David. O atacante entrou ligado na partida e soube aproveitar o ótimo cruzamento de Puma Rodríguez para sacramentar a classificação. A passagem para a semifinal foi "tranquila" graças a uma atuação impecável de todo o sistema defensivo, que fez Saldivia ser exaltado antes mesmo do fim da partida.

A vitória por 2 a 0 que classificou o Vasco foi como um pacto entre torcida, elenco e técnico. Todos têm o desejo e sabem da urgência em sair do Z-4. Mas todos em São Januário também querem ser campeões. E uma coisa não tem nada a ver com a outra. O time carioca pode conquistar um dos títulos (ou os dois) e também pode escapar do rebaixamento.

O mais importante para o torcedor vascaíno, neste momento, é viver jogo a jogo. E a noite desta terça-feira foi muito celebrada, com todo o merecimento, por todos os torcedores. O Vasco está de volta a uma semifinal de competição internacional e enfrentará o Boca Juniors. Um jogo gigante. Do tamanho da ansiedade e da fome que a torcida tem de ser campeã de novo.

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