Estrelas se apagam, Fla oferece espaços, sofre com Rodrygo e põe liderança em risco
Por Globo.com Quinta-Feira, 26 de Julho de 2018
A individualidade não funcionou, a sorte até deu uma mãozinha, mas a falta de consistência coletiva não permitiu que o Flamengo vencesse o Santos, pela 14ª rodada do Brasileirão, na Vila Belmiro.
O empate por 1 a 1 na noite de quarta-feira não apenas coloca em risco a liderança após oito partidas - precisa secar o São Paulo, nesta quinta, em Porto Alegre, diante do Grêmio. O que se viu em campo foi um time que careceu de intensidade e deu espaços defensivos.

Melhores momentos de Santos 1 x 1 Flamengo pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro
Por mais que tenha tido maior posse de bola (59%) e finalizado mais do que o Santos (13 x 11), o Rubro-Negro pouco colocou o goleiro Vanderlei para trabalhar. Os lances mais perigosos aconteceram em chutes de fora da área e o gol aconteceu em lance fortuito em cobrança de escanteio que resultou em gol contra de Bruno Henrique.
Nem a vantagem precoce no placar, logo aos dois minutos, permitiu que o Flamengo conduzisse o ritmo da partida. Muito por vacilos no lado esquerdo, fosse na defesa ou no ataque. Quando tinha a posse de bola, o Flamengo não conseguia acelerar as saídas para construir contragolpes. Everton Ribeiro era a mente mais lúcida, mas não encontrava companhia a altura em Diego e, principalmente, Guerrero. O peruano teve mais uma atuação abaixo da média após a Copa do Mundo.
Invariavelmente, as jogadas caíam para a banda canhota, onde Paquetá e Matheus Savio até se aproximavam, mas não conseguiam criar. O camisa 22 nem de longe lembrou a boa atuação do clássico contra o Botafogo e errou praticamente tudo que tentou. Em determinados momentos, parecia faltar fôlego para conciliar a função ofensiva com a obrigação de ajudar Renê na marcação ao jovem e ensaboado Rodrygo.
Cuéllar teve que se desdobrar para diminuir os espaços em noite espaçada do Fla (Foto: Staff Images / Flamengo)
Não à toa, as jogadas mais perigosas do Peixe eram criadas por ali, e assim saiu o gol de empate. Apesar de marcado por três, Rodrygo teve espaço para fazer fila e cruzar para Gabigol escorar para o fundo das redes. Matheus Savio deu combate distante, Diego tirou o corpo para evitar cometer falta e Renê foi facilmente driblado pela joia de 17 anos já vendida para o Real Madrid.
Na saída para o intervalo, Diego Alves deu o recado:
- Temos que ter tranquilidade para jogar. Às vezes, estamos ficando muito abertos e o Santos está aproveitando.
A cobrança não surtiu muito efeito, e o Flamengo continuava disperso em campo. Cuellar se desdobrava na marcação até que Rodrygo pareceu cansar e o ritmo do Santos naturalmente diminuiu. O time de Barbieri passou a ter posse de bola e domínio territorial no campo de ataque. Não tinha, porém, quem criasse. Matheus Savio, Diego e Guerrero tiveram noite para ser esquecida e deram lugar a Geuvânio, Dourado e Uribe. Não adiantou muito.
Everton Ribeiro seguia a mente mais lúcida com o auxílio de um esforçado Paquetá. Pouco para um time que defende a liderança da tabela há tanto tempo. Pouco para vencer o Santos na Vila Belmiro.
Em três partidas após a Copa do Mundo, o Flamengo segue sem convencer. Resta agora torcer para seguir líder ou o bordão na manhã de sexta-feira passará a fazer parte do vocabulário do São Paulo.