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Repórter da Globo relata dias após ser infectado pelo coronavírus

Por Globo.com   Sexta-Feira, 10 de Abril de 2020

Como todas as competições estão paradas, eu já estava em casa há uma semana quando percebi os primeiros sintomas: tosse e aquela sensação de gripe. Mais alguns dias, e o susto foi maior: perdi olfato e paladar.

De tanto ver e ouvir os especialistas ficava impossível não imaginar que era tudo obra do tal vírus. Os dias foram passando, a sensação de gripe sumiu, mas restavam a tosse e a falta de olfato e paladar.

Fiz o que o Ministro da Saúde vive pedindo e não fui ao hospital. Quem não tem febre, nem sente falta de ar deve ficar em casa. Fiquei. Fiquei com a tosse e aquele gosto de nada em tudo.

No início da segunda semana com os sintomas fiz o teste chamado PCR. No resultado lá estava em caixa alta: "DETECTADO". O vírus tinha feito 1 a 0.

 

Marco Aurélio Souza, repórter da Globo — Foto: Arquivo pessoal

Marco Aurélio Souza, repórter da Globo — Foto: Arquivo pessoal

A notícia boa é que, nessa altura do jogo, a tosse diminuía e o olfato e o paladar estavam voltando. Para ser mais exato, no décimo quarto dia a tosse era cada vez mais fraca e tudo tinha cheiro e gosto. O jogo estava empatado: 1 a 1.

Mas a melhor notícia veio quatro dias depois, já nos acréscimos. O resultado de outro teste, o sorológico, apontou que meu corpo produziu anticorpos e eu estava imunizado. Era o gol da virada: 2 a 1.

E, para tentar vencer, só existe uma estratégia. Ouça os médicos, porque ninguém sabe mais do que eles nessa hora, e aproveite a maior de todas as vantagens: a gente sempre pode jogar em casa.

Quem arrisca uma saída está presenteando o vírus com o que ele mais deseja: a chance do contra-ataque. E o dele pode ser mortal.

No jogo contra o novo coronavírus não existe empate.

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