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Os desafios de Carlos Noval, o novo diretor de Futebol do Flamengo

Por Globo Esporte   Segunda-Feira, 2 de Abril de 2018

Preocupado em não perder tempo para arrumar a casa, o Flamengo deu resposta rápida após movimentação no departamento de futebol. Através do site oficial, o clube confirmou Carlos Noval como novo diretor executivo de futebol - posição antes ocupada por Rodrigo Caetano. Ao aceitar o cargo, o antes responsável pela base rubro-negra abraçou vários desafios.

GloboEsporte.com enumerou seis pautas que estarão diretamente envolvidades no trabalho de Noval ao lado do presidente Eduardo Bandeira de Mello, do CEO Fred Luz e do vice de futebol Ricardo Lomba.

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1º ATO: BUSCA POR UM TREINADOR

 

A diretoria já tinha uma ideia consolidada: definir primeiro o sucessor de Caetano para depois fechar com o novo treinador. Será o primeiro compromisso de Noval como diretor de futebol do Flamengo.

E, pelos planos do clube na temporada, a movimentação tem que ser rápida. O Flamengo está a 18 dias da partida contra o Independiente Santa Fé, pela 3ª rodada da Libertadores - prioridade em 2018. Além disso, a estreia no Brasileirão será no dia 14 de abril, contra o Vitória, na Bahia.

 

MUDAR CHAVE BASE-PROFISSIONAL

 

A função de diretor de futebol é inédita para Carlos Noval, assim como o trabalho entre os profissionais. No clube desde 2010, era o homem forte da base e colecionou conquistas - entre elas três taças da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Porém, os dois mundos são completamente diferentes.

Noval terá pela frente um espaço de tempo curto para se adaptar à nova função e margem de erro praticamente inexistente, tendo em vista o momento de pressão e a cobrança por bons resultados. O dirigente tem a seu favor o bom relacionamento com Bandeira e Fred Luz, que pode facilitar os caminhos e decisões.

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NECESSIDADE DE REFORÇOS

 

O Rubro-Negro apresentou apenas três novidades para a temporada: Henrique Dourado, Marlos Moreno e Júlio César, sendo que o goleiro chegou apenas para a disputa do Campeonato Carioca. A dificuldade de encaixar o jogo nos primeiros meses e a eliminação no estadual escancararam os problemas do elenco.

Noval vai precisar mapear o mercado e agir. As laterais são as posições mais críticas: Pará, Rodinei, Trauco e Renê não se firmaram. Outra carência é um zagueiro com mais velocidade e um volante de saída de jogo, já que Arão vive mau momento.

 

Walace foi tentativa frustrada de Caetano (Foto: EFE )

Walace foi tentativa frustrada de Caetano (Foto: EFE )

Rodrigo Caetano buscou mais reforços, mas acabou frustrado. Walace não foi liberado pelo Hamburgo, da Alemanha - hoje está afastado do elenco principal; Pablo, que defendeu o Corinthians, estava no radar, mas terminou voltando ao Bordeaux, da França; e Zeca ainda está em pauta, mas a transferência é considerada difícil pelos altos valores envolvidos.

 

CONTROLAR O VESTIÁRIO

 

Além da pressão das arquibancadas, Carlos Noval vai encontrar um vestiário mexido após a cobrança pública do vice de futebol Ricardo Lomba. No sábado, o dirigente, ao lado de Bandeira, ouviu a insatisfação em reunião com os jogadores no Ninho do Urubu.

Controlar o clima no vestiário passa também por Noval. O diretor não gosta dos holofotes, é mais reservado, e pode ganhar a confiança do grupo com o trabalho realizado internamente.

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