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Discussões e presença da PM antecederam Nacional 0 x 0 Treze

Por Voz da Torcida   Quinta-Feira, 23 de Julho de 2020

Os bastidores do jogo entre Nacional de Patos e Treze, que aconteceu no último sábado (18), foram muito mais agitados do que os torcedores sabem. Desentendimentos e discussões entre dirigentes das duas equipes e da Secretaria de Esporte e Turismo de Patos antes da partida deixaram o clima do duelo mais quente.

Para explicar o ocorrido, o Voz da Torcida ouviu os três lados envolvidos nessa história, que contaram três versões diferentes.

Segundo o Nacional de Patos e a Secretaria, o combinado antes do confronto era que os times iriam aquecer em dois campos separados, que ficam do lado de fora do estádio José Cavalcanti. O intuito era não castigar o gramado, e a decisão foi tomada pela prefeitura.

O Treze afirmou que, ao chegar ao estádio, viu o Naça reclamando com a Secretaria, pois queria ter acesso ao vestiário e ao campo. De início, a delegação do Galo acreditou que também não poderia ter acesso ao vestiário, porém, viu que o portão estava apenas encostado. Então os atletas foram remanejados do local que estavam aquecendo temporariamente para o gramado.

Foi aí que a confusão começou. Conforme a Secretaria, um cadeado que dava acesso ao local destinado ao Treze foi quebrado — entretanto, a própria Secretaria minimizou o acontecimento. O Nacional não gostou do ocorrido, já que seu elenco estava aquecendo no campo anexado ao estádio, e chamou o secretário Paulo Marinho. Inicialmente, alguém do clube alvinegro não teria deixado ele entrar no vestiário, promovendo discussões mais acaloradas.

Parte do elenco do Treze aquecendo no gramado do José Cavalcanti (Foto: José Filho / Nacional de Patos)

Os donos da casa queriam que o Galo da Borborema descesse para o campo ao lado, ou que o Naça também subisse para o gramado do JC. Para evitar que os visitantes deixassem o gramado, um integrante da Federação Paraibana de Futebol (FPF) permitiu que o Canário do Sertão também acessasse o campo de jogo.

A desavença principal aconteceu dos clubes com a Secretaria e, principalmente, dos cartolas do Treze com a Secretaria de Esportes, administradora do José Cavalcanti. Após um princípio de tumulto, um dirigente de um dos clubes ligou para a polícia, que chegou a ir ao local com cerca de quatro viaturas.

A Secretaria de Esportes nega que a polícia tenha sido chamada, afirmando que foi apenas uma discussão normal. Entretanto, uma fonte contactada pela reportagem garantiu que houve sim a presenta da polícia militar no local, e que apenas após isso os ânimos foram acalmados e o impasse se resolveu.

Esse conflito foi um dos motivos do atraso para o início da partida, além da falta de desfibrilador da ambulância, que também tardou o começo da peleja. O Naça demorou cerca de sete minutos para subir ao gramado, enquanto o Galo da Borborema atrasou cinco minutos.

Depois da confusão, um empate por 0 a 0 deixou os torcedores dos dois times preocupados. Agora, o Canário do Sertão ocupa a quarta colocação do grupo B, com nove pontos, dois a mais que o lanterna CSP — que tem um jogo a menos.

Enquanto o Treze segue na segunda posição do grupo A, com 17 pontos, mesma pontuação do Botafogo-PB, terceiro colocado. O alvinegro de Campina Grande depende apenas de si para se classificar para as semifinais, porém, o duelo é contra o maior rival, o Campinense. O Clássico dos Maiorias ainda não tem data e horário marcado para acontecer.

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