Fluminense vai levar R$ 13,5 milhões por ida de Evanilson ao Porto
Por Globo Esporte Segunda-Feira, 7 de Setembro de 2020
Suspenso na última partida do Fluminense – derrota para o São Paulo por 3 a 1, no último domingo -, Evanilson viveu fortes emoções nos últimos dias. Saiu de negócio praticamente fechado com o Crystal Palace, inclusive com exames médicos realizados no fim da última semana e pré-contrato pronto, para deixar o Tricolor apenas em janeiro, mas terminou indo para o Porto. Imediatamente.
Com direito federativo pertencente ao Tombense, Evanilson foi alvo de disputa depois de destaque em 2020 pelo Fluminense. O clube carioca, que detém 10% do atacante, mas com a taxa vitrine (20%) vai ficar com 30%, vai levar cerca de R$ 13,5 milhões do negócio.
Vice-campeão mineiro, o Tombense comemora as altas cifras da venda de Evanilson no dia do aniversário de 106 anos do clube de Tombos (MG)
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Evanilson e Nenê, no último jogo e último gol do garoto pelo Fluminense: no empate por 1 a 1 com o Atlético-GO — Foto: THIAGO RIBEIRO/ESTADÃO CONTEÚDO
Sem os direitos do jogador e com pequena fatia do atleta, o Fluminense ficou refém da operação. O clube, como manifestou em nota oficial, torcia para a negociação sair com o clube inglês, pois garantiria a saída do jovem atacante apenas em janeiro. Era o que imaginava, inclusive, a comissão técnica e o técnico Odair Hellman: a perda era inevitável, mas apenas em janeiro. Não foi possível.
A oferta inglesa girava em torno de 7 milhões de euros por 80% do jogador – pouco mais de R$ 40 milhões, com pagamento parcelado. Na sexta-feira, Evanilson realizou exames médicos e deveria assinar pré-contrato (cinco anos de vínculo com o clube inglês) até sábado. O jogador de 20 anos mostrava empolgação com a transferência para a Premier League, hoje o campeonato nacional mais importante do mundo.
O Porto, porém, cobriu a oferta. Vai pagar em torno de 7,5 milhões em prazo de pagamento menor do que o dos ingleses. O fato do clube português ser também tradicional clube revendedor de promessas fez a diferença. O negócio terminou decidido entre os gestores do clube mineiro, comandado pela Brazil Soccer, do empresário Eduardo Uram, o megaempresário português Jorge Mendes e o Porto.