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Fluminense se atrapalha na empolgação, mas sai mais forte da derrota

Por Globo.com   Segunda-Feira, 13 de Julho de 2020

Como não há mais entrevistas coletivas com os treinadores após os jogos nesses tempos de pandemia do novo coronavírus, não foi possível perguntar ao Odair Hellmann sobre a mudança de postura do Fluminense no primeiro jogo da final do Campeonato Carioca. A opção de ser ofensivo era a estratégia desde o início, apesar da manutenção do esquema tático? Ou foi algo pensado a partir das muitas modificações na escalação do Flamengo?

 

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Egídio deu assistência para Evanilson, mas falhou no gol de Gabigol — Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

Egídio deu assistência para Evanilson, mas falhou no gol de Gabigol — Foto: Mailson Santana / Fluminense FC

Fato é que o Fluminense tentou propor o jogo no Fla-Flu de domingo. E conseguiu! Apesar da derrota por 2 a 1 no Maracanã (veja os melhores momentos no vídeo acima), o Tricolor teve uma atuação até melhor do que na final da Taça Rio, quando adotou uma estratégia mais defensiva, menos vistosa, porém mais eficiente, superando o rival nos pênaltis após empate no tempo normal. Odair arriscou e fez algo que poucos já fizeram: colocar o atual campeão brasileiro e da Libertadores "nas cordas", mesmo que só no segundo tempo.

 

Segundo números do site "Sofascore", foram: 15 finalizações do Fluminense contra nove do Flamengo (com duas chances claras para cada lado); nove escanteios tricolores e apenas dois rubro-negros; e um total de 26 cruzamentos dos comandados de Odair contra 11 do rival, que teve mais posse de bola (59% a 41%).

 

 

Flu vira vítima da empolgação

 

Chamou a atenção que Odair mudou a estratégia sem alterar o esquema tático. O técnico manteve a trinca de volantes que mais uma vez o fez ganhar o meio de campo. E o trio se complementou: Hudson foi muito bem no primeiro tempo; Yago cresceu demais na etapa final; e Dodi foi um monstro durante os 90 minutos – vai ser difícil tirar o baixinho do time. E mesmo com Nenê em um dia menos inspirado, Marcos Paulo e Evanilson chamaram a responsabilidade e deram muito trabalho.

Odair povoou o meio de campo e mais uma vez ganhou o setor — Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

Odair povoou o meio de campo e mais uma vez ganhou o setor — Foto: Lucas Merçon / Fluminense FC

A tática estava funcionando tão bem que o Fluminense se arriscou e acabou vítima da própria empolgação, justamente quando estava muito mais próximo de marcar o segundo gol do que de sofrer. Em um escanteio, Matheus Ferraz e Digão foram para a área tentar o cabeceio – como os zagueiros sempre fazem na bola parada –, e a proteção ficou a cargo de Egídio, Dodi e Yago. No contra-ataque, os três não conseguiram parar a dupla Gabigol e Michael.

Claro que Nino, com uma entorse no joelho esquerdo, fez falta, mas a dupla de zaga não comprometeu. Os gols sofridos surgiram por erros dos laterais: no primeiro, o Flamengo desmontou as linhas do Fluminense com toques de primeira, e Gilberto deu um bote errado em Arrascaeta, fazendo com que Pedro ficasse livre; e no segundo, Egídio parecia em vantagem sobre Gabigol – até por isso Yago e Dodi "relaxaram" –, mas ele perdeu na corrida e deveria ter feito a falta para parar o lance.

Michael estava atrás de Yago e Dodi, que "relaxaram" confiando no Egídio — Foto: Reprodução

Michael estava atrás de Yago e Dodi, que "relaxaram" confiando no Egídio — Foto: Reprodução

As substituições de Odair – que perdeu também Wellington Silva do banco por ter testado positivo para o Covid-19 – continuam sem surtir efeito. Curiosamente, Pacheco entrou no lugar e na função de Evanilson no segundo tempo, o que não a sua praia. Com Marcos Paulo ainda em campo, bastavam inverter os papéis. Desta vez, o técnico não morreu com uma alteração na mão, mas fez duas faltando seis minutos para acabar o jogo. Yuri e Miguel mal tiveram tempo para tocar na bola.

 

Moral elevada para quarta-feira

 

Apesar do placar, tivemos no domingo um caso raro onde o derrotado saiu de campo com mais moral do que o ganhador do jogo. O Fluminense mostrou para si mesmo que é possível incomodar o poderoso Flamengo. E que ele sabe como fazer isso. A diferença técnica é inegável, mas em termos táticos e de disposição os tricolores estão "goleando" o rival. Só será preciso evitar uma nova armadilha contra a empolgação, sendo que o time já começará o jogo em desvantagem.

Nenê e Evanilson: moral elevada para decisão do Campeonato Carioca — Foto: André Durão

Nenê e Evanilson: moral elevada para decisão do Campeonato Carioca — Foto: André Durão

Após a derrota por 2 a 1, o Fluminense vai precisar vencer o Flamengo no segundo jogo e tirar a invencibilidade do time comandado por Jorge Jesus em 2020. A equipe de Odair Hellmann terá que ganhar por dois gols de diferença para ser campeão direto. Em caso de triunfo por vantagem mínima no placar, a decisão será nos pênaltis. A partida será nesta quarta, às 21h (de Brasília), no Maracanã.

Os jogadores do Fluminense se reapresentam na tarde desta segunda-feira no CT Carlos Castilho, e os titulares terão treinos regenerativos para se recuperarem do desgaste. A parte física do elenco, que era uma preocupação após a intensidade da atuação na final da Taça Rio, não foi um problema, tanto que a equipe jogou muito melhor no segundo tempo. Mas precisará ser recuperada novamente. E Odair ainda aguarda para saber se poderá ou não contar com a volta de Nino para a final.

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