Vitor Castanheira após Palmeiras 1 x 1 Santos
Por Globo Esporte Domingo, 3 de Maio de 2026
O Palmeiras não fez um jogo de encher os olhos no 1 a 1 com o Santos, sábado, em sua arena. O resultado ainda pode fazer Flamengo e Fluminense encurtarem para quatro pontos a vantagem alviverde na ponta do Campeonato Brasileiro e deixa um gosto amargo pelo desempenho no clássico.
A atuação alviverde foi atípica ao defender e com muitos erros para concluir jogadas. Allan e Sosa, costumeiros titulares, foram poupados por desgaste, e Abel Ferreira escalou o time com os volantes Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Andreas Pereira, além de Mauricio, Flaco e Arias na frente.
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Palmeiras x Santos — Foto: Marcello Zambrana/AGIF
Diante da marcação por encaixes individuais do Santos, o Palmeiras tentou encontrar como solução a movimentação para abrir espaços. Arias saía da esquerda para dentro, Andreas ocupava o setor, enquanto Mauricio e Flaco se revezavam no lado direito, deixando a área pouco povoada.
Mas sem a lucidez para concluir bem as jogadas de ataque, o Verdão assim se defendia muitas vezes com os jogadores fora de posição. E o Santos, com toques rápidos nas transições, pegava um Palmeiras desorganizado.
Vitor Castanheira após Palmeiras 1 x 1 Santos
A frustração parece ter influenciado na tomada de decisões da equipe, que acumulou falhas simples de passes mesmo com jogadores como Gómez, Lucas Evangelista e Andreas Pereira. Quando Rollheiser abriu o placar, o estádio murchou, e o time da casa passou a ter custosos erros na frente.
Arias teve uma chance cara a cara com Brazão para empatar antes do intervalo, e Mauricio outra, praticamente na pequena área. Oportunidades que não poderiam ser desperdiçadas da forma como aconteceram.
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Allan comemora gol do Palmeiras sobre o Santos que acabou anulado — Foto: Marcello Zambrana/AGIF
A estratégia da comissão técnica na volta do intervalo, então, foi partir para o ataque. Khellven deu lugar a Allan, que participou da jogada do gol e colaborou para o abafa alviverde no segundo tempo. Mas a entrada do camisa 40 como lateral-direito deixou o Palmeiras ainda mais desorganizado ao defender.
O clássico, assim, virou trocação. A partir das entradas de Sosa e Luis Pacheco, o Verdão melhorou e conseguiu o empate com Flaco López, enfim dentro da área. Paulinho voltou após 302 dias, mas sem tanta influência no jogo. Valeu pelo retorno após tanto tempo parado.
O Palmeiras terminou o jogo com 55% de posse, 19 finalizações e teve chances claras para fazer mais do que um gol – a eficácia, mais uma vez, foi um problema. Só que o time também viu o Santos criar 13 oportunidades.
A resiliência foi o ponto positivo, mas o Verdão deixa sua casa com a sensação de que poderia ter entregado mais.