Equilíbrio emocional e bola de Moisés definem reação do Palmeiras
Por Globo.com Domingo, 3 de Junho de 2018
Palmeiras de 2018 é um time de qualidade incontestável com a bola nos pés. O que tem feito a diferença – para o bem ou para o mal – no time de Roger Machado é a oscilação emocional, às vezes dentro do mesmo jogo.
A vitória por 3 a 1 sobre o São Paulo, neste sábado, na arena, mostrou várias facetas deste Palmeiras. O do segundo tempo, que construiu a virada e reagiu no Campeonato Brasileiro, é aquele mais próximo do ideal. Com a cabeça no lugar, é um time difícil de ser batido. Ainda mais dentro de casa.
Some-se a isso a bola de Moisés, titular e capitão no clássico. De quem falaremos depois.
O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira, contra o Grêmio, às 21h45 (de Brasília), em Porto Alegre. Um jogo em que o time vai precisar da confiança dos 45 minutos finais do clássico para ter chances de vitória.
Falemos, pois, do emocional
Nas derrotas para Sport, em casa, e Cruzeiro, fora, torcedores palmeirenses ficaram na bronca com a apatia da equipe, que não demonstrou poder de reação diante das dificuldades.
Foi assim também no início do Choque-Rei. Diante de um São Paulo cheio de confiança, em seu melhor momento na temporada e invicto no Brasileirão, o Palmeiras se deixou envolver.

Melhores momentos de Palmeias 3 x 1 São Paulo pela 9ª rodada do Brasileirão 2018
A apatia foi tanta que até Edu Dracena, dos mais experientes dessa equipe, cometeu falha primária em tentativa de interceptar uma bola de cabeça. Jailson não chegou a tempo para recuperar a bola, Marcos Guilherme o atrapalhou, e o São Paulo abriu o placar.
Do gol até o fim do primeiro tempo, a indiferença deu lugar ao nervosismo excessivo. Seguidas marcações do árbitro Rodolpho Toski Marques aumentaram a irritação dos alviverdes – Felipe Melo e Dudu levaram cartões amarelos no período. Uma bola na mão de Bruno Alves após cruzamento de Keno foi a principal reclamação.
Nem tão desinteressado, nem tão pilhado. Sem convencer, o Palmeiras saiu vaiado por parte de sua própria torcida no intervalo do clássico.
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Felipe Melo reclama da arbitragem: Verdão pilhado no fim do primeiro tempo (Foto: Marcos Ribolli)
Moisés, o equilíbrio
Enquanto nomes como Melo e Dudu, citados acima, são mais intempestivos, o camisa 10 representa a ponderação – em entrevistas, com a bola nos pés, no próprio dia a dia do clube.
Sem o volante Hudson, que deixou o jogo no intervalo por causa de dores musculares, o São Paulo "não achou" Moisés no segundo tempo. Com maior liberdade, o meia fez o que sabe: distribuiu passes, encontrou companheiros sem marcação e participou diretamente de dois dos três gols que decretaram a virada palmeirense.
- No primeiro, abriu o jogo para Keno na direita, que cruzou, viu Sidão rebater e Willian mandar para as redes;
- No terceiro, encaixou contra-ataque perfeito com lançamento longo em direção a Hyoran, que só cruzou para Dudu cabecear e fechar a vitória.
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Moisés ajudou também na defesa, em bolas aéreas (Foto: Marcos Ribolli)
Moisés praticamente não errou em campo. Veja alguns números dele:
Moisés no Choque-Rei
| Passes certos | 22 |
| Passes errados | 1 |
| Lançamentos | 1 |
| Desarmes | 1 |
| Faltas sofridas | 2 |
| Cruzamentos | 5 |
Fonte: Footstats
Moisés, hoje, está à frente de Lucas Lima na disputa por vaga no meio-campo. Depois da virada, a vibração do Palmeiras foi no tom certo. Com raça, abraços, união com a torcida e apoio a Roger Machado. Tudo o que o clube alviverde não precisa, hoje, é de pressão acima do normal quando ainda há três títulos em disputa na temporada.
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Dudu vibra após seu gol: com emocional em dia, Palmeiras deslancha (Foto: Marcos Ribolli)