Carregando...
Por favor, digite algo para pesquisar.

Demora em atendimento a músico da Banda The Boys que morreu em Patos é questionada; Samu contesta

Por Vicente Conserva - 40 graus   Sexta-Feira, 4 de Abril de 2025

Após a morte do músico aposentado Jorge Luiz Henrique Lira, de 70 anos, ocorrida na madrugada desta quinta-feira, 03/04, em Patos-PB, alguns questionamentos surgiram, até mesmo de familiares, se houve demora no atendimento a ele por parte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192).

Câmeras de um estabelecimento comercial situado no Monte Castelo, flagraram a dinâmica do incidente trágico que tirou a vida de Jorge.

Pelas imagens, é possível perceber que ele caminhava pela Rua Manoel Motta, no Monte Castelo, quando se sentiu mal. A hora registrada pela câmera é de meia noite e 45 minutos desta quinta-feira.

Familiares contaram que ele gritou pedindo ajuda e caiu na calçada do estabelecimento comercial. Populares chamaram o Samu que só teria chegado cerca de 40 minutos depois. Ao chegar para atender a ocorrência, ele já tinha vindo a óbito no local.

Populares que assistiram à ocorrência disseram que a demora foi flagrante mesmo, mas não precisaram quanto tempo exatamente a primeira ambulância do Samu demorou para chegar ao local.

eqeqweqq

O recorte disponibilizado à nossa reportagem mostra que às 1h36min chega a segunda ambulância ao local quando a primeira já está lá. Ou seja, 51 minutos após Jorge passar mal.

Sem a sequência completa do ocorrido, não é possível precisar exatamente quanto tempo a primeira ambulância levou para atender a ocorrência, e apenas com a disponibilização de toda a sequência de filmagem, que pode ser requisitada pela própria família, será possível precisar o momento exato.

Nas imagens, não é possível ver alguma equipe atendendo a ocorrência quando a segunda ambulância chega ao local.

Nossa reportagem procurou o Samu que, através do seu coordenador João Albuquerque, afirmou que não existiu demora. "A gente tem todos os dados e registros aqui, inclusive ontem o máximo que teve foi a demora em torno de 10 a 15 minutos, na contatação da equipe via rádio Samu, como a Polícia Militar e a PRF trabalha com rádio comunicador que são os rádios digitais, e esse rádio por ser um aparelho de tecnologia pode sofrer problemas técnicos, como nós sofremos ontem, por isso, que eu pedi a empresa para que fizesse uma nota técnica, pois ontem teve uma queda de energia na torre do receptor aqui, e a ambulância mais próxima que é a ambulância que nós temos na base descentralizada do Jatobá não foi conseguida contactar. A gente estava tentando chamar, não conseguimos e tivemos que mandar uma daqui do São Sebastião para o Jatobá, então teve cinco minutos. A gente continuou e chamou a equipe lá do Jatobá, não conseguimos, então mandamos a daqui do São Sebastião para a equipe se deslocar até o Jatobá, foi o tempo, que é um tempo indicado do tempo resposta, mas não teve demora mais que isso não. Isso tem tudo registrado aqui no sistema”, afirmou João.

Nas imagens acima, é possível perceber que a segunda ambulância não está no local quando profissionais já fazem o atendimento.

fwedwwww

Questionado sobre a demora de chegada entre uma ambulância e outra, João garantiu que a primeira já estava fazendo o protocolo de socorro e todo o procedimento de urgência-emergência quando a segunda ambulância chegou ao local.

“Em momento algum o paciente deixou de ser assistido, e outra coisa, o paciente bem possivelmente, só uma autópsia pode revelar melhor, mas bem possivelmente, o paciente quando já ligaram, possivelmente já estava em óbito, porque quando ligaram, não sei se era família ou conhecido, já ligou informando que ele estava sem sinal vital nenhum, estava já ao solo, sem sinal vital”, disse o coordenador.

João disse ainda que a Unidade de Suporte Avançado quando chegou ao local, a básica USA informou que o paciente já estava com midríase, ou seja, já estava já bem enrijecida a pele, isso caracteriza já uma morte já de alguns minutos.

A família do músico confirmou que Jorge tinha comorbidades como diabetes e hipertensão, mas não informou que providências pretende adotar, mas lamentou todo o ocorrido. “Muito triste conviver com uma realidade desta. Se fosse num trânsito como o de São Paulo ainda dava para entender, mas a esta hora da noite, tem que ser revisto para que outras vidas sejam poupadas. Vidas importam”, disse Emília Lira, irmã do músico.

Imagem do WhatsApp de 2025-04-22.25.21_ab479c21

Jorge Luiz era bastante conhecido na cidade de Patos por ter sido dono e integrante da renomada banda de rock The Boys nos anos 70 e 80. Ele tocava baixo e bateria, e residia na Rua Edval Porfirio no bairro Monte Castelo, em Patos, próximo ao local onde se sentiu mal.

Jorge era o dono da Banda. Nos anos 70 ele veio trabalhar em São Paulo, na construção civil. Juntou dinheiro, e comprou os instrumentos aqui e levou pra Patos. Ele era um jovem saudável, não bebia nem fumava. Segundo sua irmã Penha Lira, "a maior alegria da vida dele era tocar nos clubes de Patos e das cidades vizinhas. Infelizmente ele aprendeu a fumar e beber com alguns integrantes da Banda. Os integrantes começaram a se dispersarem e a banda acabou."

"Ele não merecia morrer abandonado na rua como um cachorro que vive nas ruas. Ele aprendeu a profissão do meu pai e trabalhou por muitos anos construindo casas. Colocava pisos e fazia revestimentos como poucos fazem", disse Penha.

O seu sepultamento ocorreu às 10h30min de ontem no Cemitério Santo Antônio, também no Monte Castelo.

« Voltar

TV 40 Graus

Click 40 Graus

Nagela Barros

Nagela Barros: Ela vai te fazer delirar!

Publicado em Quarta-Feira, 15 de Abril de 2026
Nagela Barros: Ela vai te fazer delirar!