Professor sertanejo de Malta é ‘Uma das mentes por trás do Sirius’, diz BBC
Por Redação 40 Graus com BBC Domingo, 18 de Novembro de 2018
Um professor colaborador da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) é uma das “mentes por trás do maior acelerador de partículas do Brasil”. É o que revela a BBC News Brasil em matéria divulgada nessa terça (13) sobre a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, o Sirius, laboratório de luz síncrotron, que terá sua primeira etapa inaugurada nesta quarta-feira (14), em Campinas, São Paulo.
Na matéria, o cientista paraibano revela que uma das possíveis aplicações das pesquisas é o desenvolvimento de trens de alta velocidade. Outra possibilidade seria desenvolver baterias e dispositivos eletrônicos com baixíssimo consumo de energia. “Você pode pensar que, daqui 50 anos, por exemplo, você teria um celular cuja bateria carregada apenas uma vez durasse dez anos”, afirma o professor Narcizo Marques de Souza Neto.
O professor
Um dos principais pesquisadores do projeto Sirius, Narcizo Marques de Souza Neto nasceu em Malta, no Sertão da Paraíba. Graduou-se em Física em 2001 na UFCG, campus Campina Grande (então campus II da UFPB), tendo feito mestrado pela Unicamp em 2003, doutorado pela USP, em 2007, e Pós-doutorado no Argonne National Laboratory, nos EUA, em 2010.
Em 2015, foi o primeiro pesquisador da América Latina a ganhar o Dale Sayers Award da Sociedade Internacional de Absorção de Raios X, considerado um dos mais importantes prêmios na área de espectroscopia por absorção de raios-x.
“Meu sonho era ser professor na Universidade Federal de Campina Grande. Hoje, mesmo distante, eu consigo colaborar com o pessoal de lá. Neste ano, um mestre se formou com a minha orientação, por exemplo”, conta ele à BBC News Brasil.
Projeto Sirius
Construído pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), o Sirius foi projetado para ter o maior brilho do mundo entre as fontes com sua faixa de energia.
De maneira simplificada, o Sirius é um ultra-aparelho de radiografia que será capaz de analisar em três dimensões, e em movimento, de forma detalhada a estrutura e o funcionamento de estruturas micro e nanoscópias, como nanopartículas, átomos, moléculas e vírus.
Quando estiver em atividade, estima-se que uma pesquisa que atualmente é feita em 10 horas nos equipamentos mais avançados do mundo poderá ser concluída em 10 segundos.
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