Agentes de Saúde e Endemias de Patos cobram pagamento de incentivo prometido por Dinaldo e Bonifácio referente a 2017 e 2018
Por Vicente Conserva - 40 Graus Quinta-Feira, 17 de Janeiro de 2019
Agentes de Saúde e Endemias de Patos estão procurando a imprensa para denunciar a falta de cumprimento de promessas feitas pelos gestores de Patos-PB, Dinaldo Filho e Bonifácio Rocha(prefeito e vice), com relação ao pagamento do incentivo financeiro aos agentes, financiado pelo Governo Federal, mais conhecido por 14º salário.
De acordo com o agente, Argemiro Oliveira dos Santos Filho, Dinaldo não pagou em 2017, mesmo tendo prometido, alegando não existir lei específica. Mesmo depois da aprovação da lei municipal, o prefeito afastado não efetuou o pagamento.
Segundo ele, Bonifácio prometeu após reunião com a categoria, pagar o valor correspondente a 2017 em três parcelas, em janeiro, fevereiro e março.
Sobre o valor de 2018, o agente revelou que Bonifácio prometeu efetuar o pagamento assim que o recurso chegasse. O recurso chegou dia 4 de dezembro de 2018. “O prefeito interino não pagou”, disse ele.
Ele ainda lembrou que Bonifácio, em entrevista ao jornalista Isaías Nóbrega, no dia 2 de janeiro de 2019, prometeu mais uma vez pagar assim que entrasse algum recurso na prefeitura. “Dia 10 entrou uma parcela e também não foi efetuado o pagamento”, denunciou Argemiro.
Os agentes dizem que não entendem porque tanta demora e perguntam o que foi feito com o recurso. “Sempre cobrei do prefeito afastado o pagamento e em retaliação, fui o único agente de endemias a não receber fardamento no ano de 2018, na gestão do afastado”, disse ele.
O extrato conseguido pela redação mostra que o repasse do Ministério da Saúde para as contas da Prefeitura de Patos, já foi feito referente o incentivo adicional dos ACE em Outubro de 2018, e os ACS em Dezembro de 2018, somando mais de R$ 100 mil.
Para a vereadora Lucinha Peixoto(PC do B), o governo não tem o maior respeito com a categoria e ainda não cumpre as promessas. “Acho que está na hora de acionarmos o Ministério Público Federal para cobrar providências", disse ela.
Ela ainda disse que os agentes não podem desistir dos seus direitos, mas que é preciso o governo agir com seriedade e vir a público explicar o que foi feito com o dinheiro.
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