Manifestantes saem às ruas e pedem fim de contratação por terceirização na Prefeitura de Patos
Por Redação 40 Graus com ASCOM Sexta-Feira, 1 de Fevereiro de 2019
O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região( SINFEMP), realizou na manhã desta sexta-feira(0 1), uma manifestação pública em frente a sede da Prefeitura de Patos pela convocação imediata dos aprovados e classificados na último concurso público.
Os protestantes fizeram duras críticas a decisão da gestão em terceirizar vários serviços e de ter contratado sete empresas para empregar mão-de-obra na Prefeitura Municipal de Patos. Os classificados alegam que o poder público usa terceirizados quando deveria estar chamando os classificados para exercer tais funções.
Os concursados que estão sendo apoiados pela entidade, lutam pela convocação em virtude do grande número de comissionados, contratados e terceirizados no Município, ganhando inclusive, salários superiores aos do quadro efetivo.
Para o vice-presidente do SINFEMP, José Gonçalves, enquanto a Prefeitura terceiriza o serviço, pagando R$ 2.334,20 a uma auxiliar de serviços, a mesma auxiliar efetiva ganha R$ 998,00 mais uma gratificação de R$ 100,00 demonstrando que no lugar de um terceirizado pode ter a convocação de dois aprovados no concurso e, além disso, os efetivos contribuem com o Patos Prev e os demais com o INSS, enfraquecendo a previdência municipal.
Depois da manifestação, o SINFEMP e uma comissão de concursados foram recebidos pelo Secretário de Administração, Marcos Túlio, que fez as suas argumentações que a Prefeitura iria analisar a situação de todos, mas alegando mais uma vez a impossibilidade de criar vagas devido ao índice prudencial que está em 58%.
A presidente do SINFEMP, Carminha Soares destacou a necessidade de todos continuarem a mobilizados na luta pela convocação, tendo ficado marcado uma reunião com a comissão e assessoria jurídica do SINFEMP para o dia 5 de fevereiro as 17:00 horas na sede da entidade.
O prefeito Bonifácio Rocha não estava presente, devido a viagem a João Pessoa, mas o SINFEMP quer sentar com o mesmo na próxima semana.
José Gonçalves contestou a argumentação e disse que a gestão vai gastar mais com as empresas e seus terceirizados, pois enquanto paga mais de R$ 2.500,00 para as empresas, estas pagam apenas um salário mínimo para seus trabalhadores. O sindicado exige que os classificados sejam chamados para assumir as vagas existentes e que o prefeito reveja a terceirização.
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