Caso Master tem final do sigilo determinado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal
Por Folhapress Sexta-Feira, 11 de Setembro de 2026
Em decisão surpreendente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pediu nesta quinta-feira (10) ao ministro André Mendonça que retire o sigilo do processo que é a base do caso Banco Master na corte.
Fachin pediu a Mendonça, relator do caso, que todos os procedimentos do caso fiquem públicos.
As exceções serão apenas as diligências cujo sigilo seja “imprescindível”.
O ofício do presidente do STF fala em solicitar a Mendonça a remessa “em HD próprio, a esta presidência e aos gabinetes” dos ministros “de todos os procedimentos contidos ou relacionados”.
Como relator, Mendonça é quem tem de colocar fim ao sigilo dos documentos envolvendo a investigação do caso Master.
Por isso, o presidente do Supremo não determina que se levante o sigilo, mas pede que Mendonça o faça.
O relator pode, por exemplo, definir que parte do material deve seguir protegido, definindo a extensão do fim do sigilo.
O sigilo do caso Master vinha sendo criticado por candidatos à Presidência, como Lula (PT) e Ronaldo Caiado (PSD).
As investigações sobre o banco tem potencial de atingir concorrentes da eleição presidencial deste ano, como Flávio Bolsonaro (PL), que pediu dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro.