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Policiais civis de Patos aderem a protesto e entregam plantões contra política salarial de João Azevêdo

Por Redação 40 Graus com Pabhlo Rhuan   Quinta-Feira, 5 de Fevereiro de 2026

O movimento de paralisação das atividades extras da Polícia Civil da Paraíba chegou ao município de Patos, no Sertão do estado. Na manhã desta quinta-feira (5), agentes e escrivães realizaram a entrega coletiva dos formulários de plantões extras na sede da 15ª Delegacia Seccional.

A mobilização contou com policiais de delegacias da região e de unidades especializadas, como a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) e a Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE). O ato faz parte de um protesto estadual contra a defasagem salarial enfrentada pela categoria.

De acordo com o diretor regional da Associação dos Policiais Civis da Paraíba (Aspol), Rafael Gomes, o reajuste linear de 10% anunciado pelo governo estadual não recompõe as perdas acumuladas ao longo dos últimos anos. Segundo ele, a situação tem levado policiais recém-concursados a deixarem a carreira em busca de melhores remunerações.

A medida ocorre em meio às discussões sobre o reajuste salarial de 3% anunciado pelo Governo do Estado, considerado pela categoria abaixo das expectativas e insuficiente para recompor perdas acumuladas ao longo dos anos.

De acordo com representantes dos investigadores, a adesão ao movimento tem sido significativa em diversas unidades, como seccionais, delegacias especializadas, distritais e Delegacias de Atendimento à Mulher (DEAM). Com a redução dos plantões extras, o funcionamento noturno e aos fins de semana pode sofrer ajustes, exigindo reorganização das escalas de trabalho.

Policia-Civil-da-Paraiba-24

A reivindicação dos servidores não se restringe ao percentual de reajuste anunciado. Nota técnica divulgada pela categoria aponta que a remuneração da carreira investigativa na Paraíba está entre as mais baixas do país, além de destacar diferenças internas entre os cargos. Segundo o documento, um investigador no final da carreira recebe valor significativamente inferior ao de um delegado em início de carreira, situação que impacta a atratividade da profissão e a permanência de servidores experientes.

A categoria também menciona reflexos na saúde física e mental dos profissionais e defende que a discussão salarial deve considerar a importância da atividade investigativa para o funcionamento da polícia judiciária.

Outro ponto citado é a disparidade no tratamento jurídico e salarial dentro da própria Polícia Civil. Rafael afirmou que a Aspol possui uma ação judicial anterior à dos delegados, mas que não recebeu o mesmo encaminhamento por parte da Procuradoria Geral do Estado.

Em contato com a nossa equipe, o delegado seccional da 15ª Delegacia Seccional de Patos, Rodrigo Monteiro, informou que os serviços seguem funcionando normalmente. Segundo ele, as escalas de plantão já publicadas para o mês de fevereiro serão cumpridas integralmente.

O delegado acrescentou que a gestão da Polícia Civil deve buscar, a partir do mês de março, uma adequação da situação relacionada à entrega dos plantões extras, com as decisões sendo unificadas pela Delegacia-Geral.

 

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