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Populares de Patos e de outros municípios da Paraíba realizam atos do #Elenão

Por Redação 40 Graus com JP Online   Sábado, 29 de Setembro de 2018

Manifestantes contrários ao candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) iniciaram uma série de atos públicos em diversos estados brasileiros e em outros países, neste sábado (29). Em alusão ao evento foi criada a hastag #EleNão nas redes sociais, que também é compartilhada por artistas internacionais. Na Paraíba, o protesto foi iniciado com atividades de rua nas cidades de Campina Grande e Patos, no Sertão paraibano, pela manhã. À tarde, está programada uma manifestação em João Pessoa, na Praça da Paz.

Em Patos, o ato iniciou concentrado na Praça Edvaldo Mota, no Centro, por volta das 9h da manhã, depois seguiu pelas principais avenidas da cidade e terminou na praça Getúlio Vargas, por volta das 10h. Segundo informações da repórter Rafaela Gomes, da TV Paraíba, o protesto foi pacífico. Também não houve estimativa de público nem pelos organizadores, nem pela Polícia Militar.

A caminhada aconteceu não em forma de não campanha eleitoral, mas foi um recado direto de repúdio ao candidato à presidência da República Jair Messias Bolsonaro (PSL). No momento em que o ato se concentrou na Praça Getúlio Vargas, várias mulheres falaram abertamente que o momento é de união das forças progressistas contra o fascismo que se representa no candidato.

Movimentos de mulheres, feministas, LGBTS, representações religiosas, sindicais e populares fizeram um ato pacífico e organizado que chamou a atenção dos cidadãos que estavam no centro da cidade de Patos.

Estudantes das Faculdades Integradas de Patos (FIP) usaram o microfone para pedir o retorno das professoras Marcela e Flora, ambas do curso de arquitetura e urbanismo, demitidas após evento que ao final demonstrou apoio ao ato Ele Não! Os universitários repudiaram a ação da reitoria das FIP que mostrou intolerância a diversidade que sempre se fez presente dentro de instituições de ensino superior.

Já em Campina Grande, o ato se tornou itinerante, após o juiz da Propaganda de rua, Horácio Ferreira de Melo Júnior, desautorizar a realização do ato na Praça da Bandeira, Centro. O magistrado justificou que uma outra coligação já tinha marcado previamente um evento para o mesmo local. Horácio, então, recomendou que as mulheres promovessem a manifestação em outro local no centro de Campina Grande, o que acabou acontecendo.

O protesto usou a Praça da Bandeira para concentração e seguiu pelas vias da cidade, percorrendo as ruas Marques do Herval, Venâncio Neiva, Maciel Pinheiro e Barão do Abiaí. A advogada Glauce Jácome, presidente do PCdoB, disse que o objetivo da manifestação é combater a candidatura de Bolsonaro. “Este é um movimento independente de mulheres, de negros, de luta contra o preconceito. Estamos nesse período eleitoral e esse candidato a todo momento demonstra esse ódio para prejudicar as minorias. Essa marcha é contra o fascismo e contra todo tipo de preconceito”, pontuou.

Mais atos

Em João Pessoa, o protesto ‘Mulheres Unidas contra Bolsonaro’ será realizado na Praça da Paz, no bairro dos Bancários, a partir das 15h. Até às 11h deste sábado, mais de 7 mil usuários do Facebook tinha fixado interesse em participar e outros cinco mil confirmaram presença na página do evento criada por mulheres para divulgar o ato.

Também hoje à tarde será realizado um outro ato em João Pessoa, mas em favor do candidato Jair Bolsonaro. O ato ‘Mulheres A Favor Do Bolsonaro 17’ será realizado a partir das 15h na Praça da Independência, Centro. Na página do evento no Facebook há 399 interessados em participar do protesto e outros 186 que confirmaram presença.

O comandante do Policiamento Regional Metropolitano, Lívio Delgado, informou que atuará com um efetivo suplementar no local do evento e nos atos em favor de Bolsonaro, previstos para acontecer neste domingo (30) também em João Pessoa e em Patos. “Estamos trabalhando com a possibilidade de suplementar com o Bope, como uma reserva para um evento acirramento dos ânimos. Mas não acreditamos que seja necessário. Não há necessidade de violência. Cada um que se manifeste nas ruas de forma pacífica e dê sua resposta nas urnas no próximo dia 7 de outubro”, afirmou.

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