Lula defende fim da escala 6×1 para devolver aos trabalhadores 'o direito ao convívio com a família'
Por Brasil 247 Quarta-Feira, 8 de Julho de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou que a proposta representa um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. Em publicação divulgada em seu perfil no Instagram, Lula destacou que a redução da jornada de trabalho vai além da diminuição das horas semanais e tem como objetivo ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar, aos estudos e aos cuidados com a saúde.
Na postagem, o presidente afirmou que a proposta de emenda à Constituição poderá beneficiar diretamente cerca de 37 milhões de brasileiros. O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados, segue aguardando o início de sua tramitação no Senado Federal.
“Mais do que horas no relógio, estamos devolvendo aos trabalhadores e trabalhadoras o direito ao convívio com a familia, ao descanso, à vida além do trabalho. As duas folgas semanals significam mais tempo para estudar, se divertir, cuidar da saúde e ver os filhos crescerem. A proposta para acabar com a escala 6×1 foi desenhada para garantir mais qualidade de vida e dignidade a quem trabalha. O projeto reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais e assegura dois dias de descanso por semana, sem que isso mexa no bolso do trabalhador“, escreveu Lula.
O presidente também ressaltou o alcance social da proposta e voltou a enfatizar que a medida busca transformar a rotina de milhões de trabalhadores.
“Essa mudança histórica pode beneficiar diretamente 37 milhões de brasileiros. Mais do que reduzir horas no relógio, o objetivo é devolver o direito ao descanso, à saúde, aos estudos e ao convívio com a família. É vida além do trabalho!“, afirmou.
A proposta mencionada por Lula corresponde à PEC 221/2019, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, mantendo a remuneração dos trabalhadores e assegurando dois dias de descanso por semana. A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado em 28 de maio, onde permanece à espera de despacho do presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para dar início à tramitação.
A demora no andamento da proposta provocou críticas de parlamentares governistas. Na terça-feira (7), o líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (SC), cobrou publicamente que Alcolumbre coloque a PEC em pauta e afirmou que o senador poderá ser considerado um “inimigo” caso a proposta não seja apreciada até a próxima semana.
Em resposta, Davi Alcolumbre divulgou uma nota rebatendo as declarações e afirmou que não aceitará pressões sobre a condução dos trabalhos legislativos.
“A definição da pauta e da tramitação das matérias é prerrogativa constitucional da Presidência e não se submete a ultimatos ou pressões político-eleitorais“, declarou o presidente do Senado.