Após Fake News que acusava falhas no Ramal de Apodi, Ministério explica aberturas apontadas como 'rompimento'
Por Emmanuela Leite - Click PB Quarta-Feira, 8 de Julho de 2026
Após as acusações falsas do comunicador Nilvan Ferreira acerca de mais de 14 contêineres nas obras da transposição do Rio São Francisco em um dos trechos do Ramal do rio Apodi-Mossoró, no Rio Grande do Norte, e possíveis “rompimentos”, o Ministério de Desenvolvimento divulgou um vídeo, nesta quarta-feira (8), em que explica a função dessas estruturas.
“O canal Apodi tem aberturas nas laterais e vertedouros que fazem parte do seu funcionamento. Faz parte do processo de funcionamento, testes no canal. É nessa fase que podem acontecer ajustes para controlar a passagem da água e melhorar o funcionamento. As aberturas laterais são usadas temporariamente durante essa etapa. Quando não são mais necessárias, são fechadas e a água volta a correr normalmente pelo canal”, explica a narração do vídeo publicado pelo Ministério do Desenvolvimento em seu perfil oficial no Instagram.
Na narrativa divulgada no vídeo, os contêineres usados na transposição são “temporários” e fazem parte do processo de testes das estruturas da obra.
“Ao longo do canal, também há estruturas temporárias para as pessoas atravessarem, como contêineres e outros equipamentos. Elas ficam no local durante a fase de testes e depois serão substituídas pelas estruturas permanentes”, diz um dos trechos do vídeos.
A inauguração de um trecho do Ramal do Apodi, realizada na semana passada, levou o comunicador e pré-candidato a deputado estadual Nilvan Ferreira percorrer parte do trecho e publicar o que viu em suas redes sociais, os vídeos já alcançaram milhões de visualizações, e seguem gerando debate.
A inauguração do trecho do Ramal Apodi pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio Grande do Norte, na última quinta-feira (2), gerou uma série de polêmicas pela falta de água em operação e imagens de drone mostrarem um contêiner metálico improvisado sendo utilizado como duto para a passagem de água. A obra de transposição do Rio São Francisco segue em andamento desde 2007 para levar segurança hídrica e combater a seca no semiárido nordestino.