Ministério Público da Paraíba denuncia Guilherme Prêmios por exploração de loteria sem autorização no Estado
Por Poder PB Quarta-Feira, 19 de Agosto de 2026
O empresário Guilherme Delfino da Silva Neto, conhecido como “Guilherme Premiações”, foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba por exploração de loteria sem autorização legal. A denúncia tramita no 1º Juizado Especial Misto de Patos.
Segundo o Ministério Público, Guilherme teria promovido sorteios entre os anos de 2022 e 2024, inicialmente como pessoa física, por meio do Instagram, sem autorização da Loteria do Estado da Paraíba (LOTEP) ou do órgão federal responsável à época.
A denúncia afirma que, posteriormente, já atuando como pessoa jurídica, o empresário continuou promovendo sorteios em condições que não correspondiam às autorizações concedidas. O MP cita, entre os episódios, um sorteio realizado em 13 de março de 2024, envolvendo um veículo e prêmios em Pix, com entrega aos vencedores no dia seguinte. Naquele período, segundo a acusação, não havia autorização vigente da LOTEP.
Documentos citados pelo Ministério Público apontam que a empresa ligada a Guilherme teria tido autorização para exploração lotérica somente entre 16 de junho e 31 de julho de 2023 e, posteriormente, entre 17 de dezembro de 2024 e 15 de fevereiro de 2025. Fora desses intervalos, de acordo com a denúncia, não havia autorização válida.
O MP sustenta ainda que há registros de exploração irregular entre 18 de abril de 2022 e 12 de junho de 2023. Entre os elementos reunidos no procedimento estão relatórios e ofícios da LOTEP, publicações feitas em redes sociais, registros de transmissões ao vivo e comprovação da entrega de prêmios.
Ainda segundo os autos, Guilherme não aceitou uma proposta de transação penal. Diante disso, o Ministério Público apresentou denúncia por contravenção penal relacionada à exploração de jogo de azar, na forma continuada, e pediu o prosseguimento da ação.
O próprio Ministério Público também propôs a suspensão condicional do processo pelo período de dois anos, caso sejam preenchidos os requisitos legais e cumpridas as condições estabelecidas. A existência da denúncia não representa condenação, e Guilherme poderá exercer sua defesa no decorrer do processo.
