CASO LOTEP: Guilherme Premiações e sócia têm bens bloqueados em investigação por lavagem e organização criminosa; ele nega irregularidades
Por Poder PB Sexta-Feira, 14 de Agosto de 2026
Os empresários de Patos Thamires de Oliveira Delfino e Guilherme Delfino da Silva Neto, conhecido como “Guilherme Premiações”, estão entre os alvos de medidas de bloqueio e sequestro de bens determinadas pela 1ª Vara Regional de Garantias em investigação que apura suspeitas de exploração ilegal de loteria ou jogo não autorizado, lavagem de capitais, fraude eletrônica e organização criminosa.
Os nomes de Thamires e Guilherme aparecem na relação de investigados alcançados pelas medidas judiciais. Uma empresa de apostas ligada aos dois também consta entre os alvos da decisão.
Procurado, Guilherme negou qualquer envolvimento dele ou de Thamires com ilegalidades e atribuiu a situação à sociedade mantida com outro empresário.
“É uma situação em que a empresa está no meio porque teve sociedade com um outro sócio, mas eu e Thamires não temos nada a ver com isso, o nosso nome está na lista porque estamos presos na sociedade”, afirmou.
Guilherme também declarou que os dois desconheciam problemas anteriores envolvendo o outro sócio. “Nós éramos sócios, Thamires e eu não sabíamos do passado [dele]. Infelizmente ele tinha esses problemas que também não me vêm ao caso. Se ele teve, ele vai resolver”, disse.
O sócio citado por Guilherme é Daniel Virgínio Pereira Soares que é sócio com ele e a irmã na empresa Amigos da Sorte. Além dessa empresa, os dois irmãos são sócios na Guilherme Delfino da Silva Neto LTDA. Ambas abertas no mesmo endereço de outras empresas na cidade de Cuité.


Segundo apuração, o GAECO concentra sua investigação em casas de apostas cujas sedes estão todas registradas no município de Cuité. E pasmem, no mesmo endereço, em um imóvel suspostamente abandonado.

O GAECO destaca que várias empresas utilizaram o mesmo endereço: na Rua Presidente Getúlio Dorneles Vargas, nº 111, Centro, em Cuité-PB. Segundo a investigação, no mesmo imóvel funcionariam, ao menos formalmente, outras empresas ligadas ao setor de apostas que também entraram na mira das autoridades. O Grupo busca entender porque todas elas abriram escritório no mesmo local.
A investigação busca esclarecer a estrutura utilizada pelas pessoas físicas e jurídicas envolvidas e eventuais conexões entre empresas que compartilham o mesmo endereço.
As medidas patrimoniais têm caráter cautelar e não representam condenação. O procedimento apura possíveis crimes de exploração ilegal de loteria ou jogo não autorizado, lavagem de capitais, fraude eletrônica e organização criminosa.