Alcolumbre marca tramitação da PEC do fim da escala 6×1 no Senado para terça-feira
Por Vicente Conserva Sábado, 3 de Outubro de 2026
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), agendou o início da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição PEC do fim da escala 6×1 para a próxima terça-feira (6). A tramitação prevê cinco sessões de discussão antes de o texto ser levado à votação. A proposta de emenda aparece na pauta das sessões do Senado nos dias 6, 7 e 8 de outubro. Se as outras duas sessões de discussão forem marcadas para a semana seguinte, os senadores poderão votar a proposta antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A proposta precisa de votos de 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação. A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio e seguiu para o Senado. Em seguida, a base do governo na Casa tentou pautar a análise da proposta, mas Alcolumbre manteve o texto parado. Apenas em agosto encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No início de setembro, a CCJ aprovou o fim da escala 6×1, mas Alcolumbre não levou o tema ao plenário. E afirmou que a votação aconteceria após as eleições.
A declaração ocorreu durante sessão deliberativa no plenário da Casa, no dia 3 de setembro, em resposta a um apelo feito pelo senador Paulo Paim (PT-RS). Paim anunciava sua aposentadoria e cumpre o último mandato parlamentar no Congresso Nacional. O senador gaúcho tem histórico de defesa do tema no Congresso.
“Quero aproveitar essa oportunidade que o senador Paulo Paim está aqui na mesa e veio me dar um abraço, para dizer para vossa excelência e para o Brasil, que vossa excelência estará aqui votando, após as eleições, o fim da escala 6×1 no plenário do Senado Federal”, disse o presidente da Casa.
Escala 5×2
A PEC 221 de 2019 acaba com a escala 6×1 instituindo a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.
A proposta permite compensar o sábado ou domingo trabalhados no caso de categorias com jornadas especiais, mas mantendo o número de folgas remuneradas em duas por semana, em média, gozadas obrigatoriamente no mesmo mês.
O texto também estipula uma regra de transição de até 14 meses. A exceção são os trabalhadores terceirizados da Administração Pública, que terão uma regra de transição diferenciada.
Com ICL e Agência Brasil