Médicos da Maternidade de Patos e Hospital de Taperoá ameaçam parar totalmente as atividades caso situação de caos não seja resolvida em 30 dias.
Por Redação 40 Graus Terça-Feira, 23 de Abril de 2019
O Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba – Simed-Pb – elaborou uma carta a população de Patos e Região, além das autoridades constituídas do Estado, no sentido de alertar para o que passa a Saúde Pública Estadual, sobretudo, na Maternidade Peregrino Filho de Patos e Hospital de Taperoá.
Os médicos denunciam o caos instalado a partir do desmonte de toda estrutura necessária para o atendimento médico-hospitalar após os problemas relacionados a Organização Social, Instituto Gerir, que administra tais casas de saúde, que teve milhões de reais em recursos repassados pelo Estado bloqueados pela Justiça por conta de ações trabalhistas em outras unidades da Federação.
De acordo com o Simed, os profissionais continuam “3 meses sem recebimento de salário, muitas vezes com ausência de materiais essenciais ao seu trabalho, motivados pelo seu compromisso com a população de Patos e cidades circunvizinhas, não paralisaram suas atividades.”
Diante de tal situação, eles ameaçam até paralisar todas as atividades se dentro do prazo de 30 dias a situação não for totalmente regularizada.
CARTA ABERTA:
O SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DA PARAÍBA – SIMED-PB, por seu presidente, Dr. ADRIANO SÉRGIO FREIRE MEIRA, no uso de suas atribuições e prerrogativas conferidas no art. 8º, III da Constituição Federal e no estatuto social da entidade, vem, informar, que ontem à noite, (22/04/2019), realizamos assembleia com os médicos da Maternidade Dr. Peregrino Filho e Hospital Geral de Taperoá, onde todas as dificuldades enfrentadas pela categoria nos últimos meses foram discutidas.
Diante dos fatos elencados abaixo:
1 - Os médicos da Maternidade Dr. Peregrino Filho, e todos os demais profissionais da saúde, após 3 meses sem recebimento de salário, muitas vezes com ausência de materiais essenciais ao seu trabalho, motivados pelo seu compromisso com a população de Patos e cidades circunvizinhas, não paralisaram suas atividades;
2- Todo e qualquer trabalhador merece receber pelo seu labor, seja de qualquer tipo de atividade, o salário é condição essencial a manutenção do seu lar, família e até mesmo a possibilidade de deslocamento as atividades de trabalho;
3- Muitas promessas foram ditas e não cumpridas, todos os profissionais de saúde que trabalham na maternidade continuam sem receber os 3 meses (dezembro, janeiro e fevereiro) pelo que trabalharam com afinco e determinação;
4- Existe a disseminação de inverdades e boatos nos quais os médicos são colocados como recebedores dos seus atrasados em uma clara tentativa de colocar os mesmos contra os demais profissionais, que merecem nosso respeito e luta, e a população.
Resolvem:
Para que não sejam rotulados como radicais, apesar de que extremistas não trabalhariam 3 meses sem recebimento de salário, estabelecer, mais uma vez, um calendário de negociação com o governo, em uma nova tentativa que seus salários sejam regularizados e a população não sofra as consequências, assim organizado de hoje em diante:
Ø 15 dias de atendimento normal sem alterações;
Ø Após os 15 dias iniciais, restrição de atendimento, urgência e emergência;
Ø Após este período se nada for resolvido, paralisação total. O Sindicato dos Médicos pede as autoridades competentes que nem a população, nem os médicos e demais trabalhadores da saúde sejam prejudicados, afinal, cuidar de vidas é uma atividade nobre, mas todos têm as suas obrigações e famílias, como qualquer trabalhador, a proteger, manter e zelar