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Situação se agrava e servidores farão protesto em frente à Maternidade de Patos por falta de condições trabalho e de pagamento de salários

Por Redação 40 Graus   Terça-Feira, 16 de Abril de 2019

A situação se agravou nas últimas horas na Maternidade Dr. Peregrino Filho de Patos. Não só a falta de pagamento de salários de fevereiro e março dos servidores em geral, mas sobretudo pela falta de insumos e medicamentos tem levado os funcionários a pensarem em paralização geral por falta de condições de trabalho.

Os médicos estão há cinco meses sem receber seus salários e os demais funcionários estão há dois meses na mesma situação.

Além dos médicos, existe a possibilidade dos demais funcionários paralisarem suas atividades nas próximas horas, caso o pagamento não seja efetuado ainda nesta terça-feira (16). Está marcado um protesto para acontecer às 9 horas da manhã desta quarta-feira, 16, em frente à Maternidade.

A empresa terceirizada GERIR que administra a Maternidade e o Complexo Hospitalar Regional de Patos até o momento não se manifestou sobre as denúncias dos profissionais, gerando ainda mais revolta.

Uma médica anestesista parou de trabalhar na tarde desta terça-feira(16) por falta de condições de trabalho e várias gestantes ficaram sem atendimento.

Pelo menos cinco gestantes foram até a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, na tarde desta terça-feira (16), denunciar a falta de atendimento na Maternidade Dr. Peregrino Filho, no município de Patos.

As mulheres, que estavam desde a manhã desta terça na unidade médica, não conseguiram atendimento. A delegada titular da DEAM, Silvia Alencar, explicou ao Portal 40 Graus que algumas das grávidas afirmaram já estar perdendo líquido, perto do momento do nascimento do bebê, além de caso até que a criança já deveria ter nascido.

“Eram casos complicados, elas estavam sofrendo”, explicou Silvia. Segundo ela, a Delegacia só pode realizar ocorrências de casos de violência doméstica, mas a secretária de Estado da Saúde, Cláudia Veras, foi acionada e solicitou que as gestantes fossem atendidas na maternidade ou fossem encaminhadas para outra unidade de saúde.

Na última sexta-feira (12), o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente os médicos que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCIN) do Hospital e Maternidade Peregrino Filho, na cidade de Patos, Sertão paraibano.

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