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Cantoria de viola homenageia Inácio da Catingueira, em Patos

Por Assessoria PMP   Quinta-Feira, 21 de Outubro de 2021

A Prefeitura Municipal de Patos através da Fundap, realizou na noite desta terça-feira (19), uma homenagem ao poeta e repentista brasileiro, Inácio da Catingueira.

O evento faz parte da programação alusiva ao aniversário de 118 anos da Capital do Sertão e contou com a presença do prefeito Nabor Wanderley, Secretários municipais e da Secretária de Cultura do município de  Catingueira, Juliana Nóbrega.

Além da apresentação artística dos Irmãos Pereira, teve o lançamento do livro onde conta a história do poeta brasileiro Inácio da Catingueira.

Conheçam um pouco da história de Inácio da Catingueira:

Inácio da Catingueira nasceu em 31 de julho de 1845 foi um escravo, poeta, cantador e repentista brasileiro. Analfabeto e de pai desconhecido, sequer tinha sobrenome e, por isso, ficou conhecido como Inácio da Catingueira por ter nascido e crescido, escravizado, em Catingueira na Paraíba. 

Inácio veio a falecer em 1878 em decorrência de uma pneumonia, em consequência de trabalhos no campo, com pouco mais de trinta e três anos de idade. Seu corpo não foi sepultado na fazenda, como de praxe faziam com os escravos. Repousa em uma praça, no centro da cidade, a qual leva o seu nome, tendo, inclusive, uma estátua em sua homenagem. 

Há mais de um século que a história de Inácio da Catingueira é contada em versos pelo sertão nordestino, seja na voz dos repentistas ou nas páginas dos cordéis. Negro, escravo e analfabeto, esse cantador virou um herói no sertão da Paraíba, e sua trajetória ajuda a desvendar um pouco da história do nordeste brasileiro. 

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Francisco Romano da Teixeira. 

Este cantador era tema de diversos cordéis, retratando principalmente sua histórica peleja com Inácio da Catingueira, na cidade de Patos. O encontro dos dois, que teria acontecido em julho de 1874, costuma ser descrito como o maior de todos os duelos de repentistas. Naquela época, Romano era o cantador mais famoso do sertão paraibano, e teria relutado em duelar com um escravo analfabeto. 

Inácio da Catingueira ainda usava um instrumento considerado menos nobre, o pandeiro. Em uma peleja, o repentista pode sair vitorioso de dois modos, levando seu adversário a errar, ou colocando uma questão que ele não consiga responder. Romano, que tinha acesso à literatura e conhecia até mesmo a mitologia grega, levava grande vantagem ao lançar as perguntas.

As diversas versões da história variam sobre quem teria vencido o duelo. Na verdade uma delas teria sido decisiva para provocar o erro de Romano.

Pelos códigos sociais da época, um escravo não poderia sentar para pelejar com um homem livre, de modo que Inácio ficou o tempo todo do duelo que chegou a durar horas em pé, de frente para o adversário. Assim, seu pandeiro ficava próximo ao rosto do Romano, que se irritou a ponto de perder a concentração e errar seus versos. Apesar de algumas versões relatarem que Inácio teria ganhado sua alforria ao derrotar Romano.

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