Paula Toller faz 58 anos neste domingo e fala de cuidados e beleza: 'É sacrifício'
Por O Globo Domingo, 23 de Agosto de 2020
Hoje é 23 e, como diz a canção de Paula Toller e George Israel, “são oito dias para o fim do mês”, e a cantora completa inacreditáveis 58 anos. A ninfeta newwave que embalou os anos 1980 e 1990 com músicas de atitude sensual — “fazer amor de madrugada” —, letras feministas de toque juvenil — “garotos fazem tudo igual e quase nunca chegam ao fim” — e hits românticos — “um dia um caminhão atropelou a paixão” — atravessou impávida as décadas sem sucumbir a críticas e cancelamentos. A voz e a figura de Paula reverberaram em 1984, quando a banda Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, do qual ela era líder e cantora, lançou seu primeiro álbum. O rock brasileiro fervia, mas mulheres eram exceção. A menina tímida nascida em Copacabana e criada pelos avós na Tijuca começou a cantar para acompanhar “aquela coisa de turma”. Quando estourou, enfileirando sucessos radiofônicos, foi tachada de desafinada, mas seguiu em frente. Alheia a rótulos, conquistou, ao longo dos anos, apurada técnica. “A voz de Paula não quebra cristal, ela o faz flutuar de tão delicada e afinada”, define a rainha do rock brasileiro, Rita Lee.
O temperamento reservado da cantora, porém, não a deixou imune aos novos tempos. Nas raras vezes em que posta nas redes sociais fotos em momentos informais, como, por exemplo, na praia, ou faz uma live, seu nome sobe com a rapidez de um foguete para os trending topics do Twitter, e sua imagem dá vazão a uma série de memes. O motivo principal é o espanto diante de sua aparência eternamente jovem. “Eles têm razão, sou vampira e durmo no formol”, brinca Paula. “As pessoas querem um creminho, uma explicação, né? Mas a verdade é que sou disciplinada. Malho todos os dias, corro, faço pilates, jogo tênis, pulo corda, pratico musculação. É um sacrifício”, admite.