"O melhor 11 não jogou Libertadores ainda": Flamengo está priorizando o Brasileirão?
Por Globo Esporte Domingo, 3 de Maio de 2026
O Flamengo divulgou nesta semana o balancete de janeiro a março de 2026, com direito a um recorde de investimento na história do clube em um único trimestre: R$ 469 milhões (somando compra de direitos econômicos na janela, luvas, intermediações e renovações de contrato).
"O melhor 11 não jogou Libertadores ainda": Flamengo está priorizando o Brasileirão?
Grande parte foi investida na aquisição de Lucas Paquetá. A compra junto ao West Ham (Inglaterra) foi fechada em 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões na cotação de janeiro). Somado a impostos, luvas e intermediação a empresários, o custo total da transferência ficou em R$ 315,7 milhões.
Vitão, comprado do Inter e incluindo o abatimento da dívida pela venda de Thiago Maia (cerca de R$ 26 milhões), saiu por R$ 81,5 milhões ao todo, enquanto Andrew, que estava no Gil Vicente (Portugal), teve um custo total de R$ 34,7 milhões.
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Paquetá comemora o gol do Flamengo contra o Independiente Medellín — Foto: André Durão
Em relação às vendas, o clube gerou uma receita bruta de R$ 47 milhões, quase a mesma coisa do registrado no primeiro trimestre do ano passado (R$ 46,4 milhões). Foram R$ 25,6 milhões da ida do atacante Juninho para o Pumas (México); R$ 10,7 milhões da saída do meia Victor Hugo para o Atlético-MG; e R$ 6,2 milhões da transferência do zagueiro Iago para o Orlando City (Estados Unidos).
A receita total foi de R$ 383 milhões, 35% maior do que o primeiro trimestre de 2025. Por outro lado, o clube registrou um déficit de R$ 63,9 milhões que atribuiu à "a amortização contábil de R$ 92,3 milhões dos direitos econômicos, incluindo atletas adquiridos na janela de janeiro". O Flamengo fechou março com R$ 70,5 milhões em caixa (sendo R$ 27,4 milhões sob a administração Fla-Flu Serviços S.A., que administra o estádio Maracanã).
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Flamengo vendeu Juninho ao Pumas por R$ 25,6 milhões — Foto: Adriano Fontes/Flamengo
No documento "Relatório de Transparência Econômico-financeiro", o clube analisou o resultado do trimestre e se mostrou tranquilo financeiramente para o decorrer do ano:
— Olhando para o restante de 2026, seguimos confiantes na capacidade do clube de manter trajetória consistente de crescimento de receita e de fortalecimento da geração de resultado recorrente. As principais frentes comerciais seguem em amadurecimento e os contratos já firmados nos dão sustentação para enfrentar o ciclo com tranquilidade. Ainda que 2026 não conte com receitas extraordinárias como as observadas no ano anterior (nota da redação: por exemplo, a premiação da Copa do Mundo de Clubes), a evolução da base comercial recorrente vem compensando esse efeito e sustenta uma trajetória operacional sólida — diz um trecho.