Lucas Paquetá chora em culto e fala de 'depressão' durante investigação por cartões amarelos
Por Quem Segunda-Feira, 18 de Maio de 2026
Lucas Paquetá contou numa igreja evangélica, no fim de semana, sobre a investigação por manipulação de cartões amarelos em partidas da Premier League. Atualmente no Flamengo, o jogador de futebol contou ter recebido uma carta da federação inglesa informando da situação, o que acabaria com o possibilidade de ser contratado pelo Manchester City, "o clube dos sonhos". O atleta afirmou que o impacto emocional foi devastador para ele e sua esposa, levando-os a um período de possível depressão, durante o qual buscaram apoio espiritual.
O meio-campista foi oficialmente absolvido pela Federação Inglesa de Futebol das acusações. Investigada desde agosto de 2023 devido a um volume atípico de apostas casadas originadas no Rio de Janeiro, a conduta do atleta chegou a motivar um pedido de banimento vitalício por parte da entidade. No entanto, após o julgamento concluído em julho de 2025, a comissão independente considerou insuficientes as provas de que ele teria forçado as advertências de forma intencional, livrando o jogador da suspensão.
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Lucas Paquetá dá testemunho sobre investigação por manipulação de cartões amarelos
"Em 2023, pós-Copa do Mundo, eu tinha momento muito bom no West Ham", disse ele, antes de se emocionar e pedir desculpara para retomar o fôlego e seguir com o testemunho. "Recebi uma proposta do Manchester City, que era o clube do meus sonhos. Estive muito próximo de me transferir. Eu lembro que a gente [ele e a esposa] saiu para jantar, para comemorar, porque estava praticamente tudo certo", começou ele aos fiéis da Igreja Batista Atitude na Barra da Tijuca, no Rio.
Paquetá recebeu a carta quatro dias depois do jantar de comemoração e pediu para que um amigo interpretasse o que dizia o comunicado, e a resposta foi "É muito grave. Esquece o Manchester City porque isso acabou", contou. "Fiquei desesperado. Não sabia similar aquela aquela notícia. Foi momento muito duro para mim e para minha esposa... mexia com o meu sonho, com o meu caráter, com a minha dignidade", relembrou.
A partir de então, o casal começou a buscar ajuda espiritual enquanto lidava com uma tristeza profunda. "A gente pediu socorro para Deus de uma forma desesperada. Sem intimidade, somente grito de socorro. Foram os piores três piores meses da nossa vida. Acredito que a gente estava em depressão. A gente não conseguia olhar pra nossos filhos e sorrir. A gente só sabia chorar. A gente não comia bem. E a gente suportou tudo isso junto. Aquela menina ali foi bênção de Deus na minha vida. Eu falei muitas vezes pra ela mas queria relatar isso ao público, que se não fosse ela, bem nesse início eu não teria suportado", declarou.
Chorando, Paquetá contou ter sido entrevistado pela Justiça, além de entregar seus celulares, conta bancária e fazer "tudo o que estava ao alcance". Com dez meses de procedimentos, ele acredita que já não precisaria ir a julgamento, o que ainda assim ocorreu.
"Foi choque novamente... eu estava com muito medo. Quando mexe com o nosso sonho, é algo que faz a gente olhar pra nossa vida, refletir o que realmente importa. E não era mais a minha fama, a minha qualidade dentro de campo, minha dancinha ao comemorar o gol. Era cenário de tristeza, de dor, mas que a gente sofreu junto e suportou junto", diz.
O atleta também lamentou a reação do público quanto à situação. "Mesmo com o julgamento em andamento, as pessoas diziam que que era o meu último gol, que era o meu último jogo, que era a minha última vez vestindo a camisa da seleção. E no início isso machucava, mas eu comecei a repreender. E algumas vezes, confesso que é difícil, eu comecei a orar pelas pessoas que que desejavam o mal, que queriam me ver querer na derrota", afirmou.