Nova descoberta reitera tese sobre local da Arca de Noé
Por Gospel Prime Terça-Feira, 6 de Janeiro de 2026
Fragmentos de cerâmica encontrados nas proximidades da Formação Durupinar, no Monte Ararat, na Turquia, voltaram a alimentar discussões sobre a possível ligação do local com a narrativa da Arca de Noé. A informação foi atribuída ao professor Faruk Kaya, da Universidade Agri Ibrahim Cecen, que falou na sexta-feira sobre o material identificado na região de Dogubayazit, na província de Agri.
De acordo com o portal britânico Metro, os fragmentos foram expostos durante obras rodoviárias no sítio arqueológico e, segundo Kaya, sugerem presença humana entre 5500 a.C. e 3000 a.C.. Ele afirmou que a datação da cerâmica é, em grande parte, compatível com estimativas tradicionais associadas ao período ligado a Noé, conforme interpretado por entusiastas do tema.
Kaya também pediu que as autoridades ampliem a proteção da área após relatos de visitantes que estariam removendo pedras e fragmentos com marcas. Para pesquisadores, esse tipo de retirada pode comprometer evidências e afetar um local considerado sensível tanto do ponto de vista arqueológico quanto religioso.
O material foi localizado perto do contorno que, há décadas, é divulgado por defensores da hipótese da Arca: uma formação em formato de barco no monte Durupinar. O professor alertou que turistas têm levado pedras e outros itens, incluindo peças marcadas, e defendeu a preservação formal do sítio. “Esta formação e seus arredores devem ser protegidos, e a remoção de pedras, rochas ou materiais semelhantes do local deve ser impedida”, disse ele.
A estrutura foi identificada em 1959 pelo capitão turco Ilhan Durupinar. O local ganhou ainda mais atenção depois que chuvas e terremotos provocaram erosão e tornaram o contorno mais visível, aumentando comparações com um casco de navio. A proximidade com o Monte Ararat, considerado o pico mais alto da Turquia, e o debate sobre dimensões atribuídas ao relato bíblico mantiveram o ponto em destaque por décadas.
A Torá registra que a arca repousou nos “montes de Ararat” após 150 dias de inundação. Defensores da teoria afirmam que medidas bíblicas em côvados se aproximariam da escala da formação, enquanto parte de estudiosos adota cautela e aguarda resultados de escavações e análises submetidos à revisão acadêmica.
De acordo com o Jerusalem Post, o interesse de pesquisa na área se intensificou nos últimos anos. Em 2022, foi criada uma equipe conjunta de estudos do Monte Ararat e da Arca de Noé, ligada à Universidade Agri Ibrahim Cecen e à Universidade Técnica de Istambul, com coleta de amostras de rochas e solo para análises laboratoriais. Pesquisadores envolvidos afirmaram que resultados apontam indícios de presença humana contínua na região desde o período Calcolítico, argumento usado por eles para sustentar que o cenário pode ter relação com a tradição bíblica.
Para Kaya, os fragmentos de cerâmica reforçam a necessidade de pesquisa controlada e de proteção de sítios arqueológicos. Ele afirmou que a remoção até mesmo de pequenas pedras com marcas pode eliminar sinais materiais importantes para compreender a ocupação humana na área.