10 anos de saudade: morte do vereador Chico Bocão ocorreu em 3 de setembro de 2014
Por Vicente Conserva 40 graus Terça-Feira, 3 de Setembro de 2024
Nesta terça-feira, 3 de setembro, completa 10 anos do adeus do político que fez história na cidade de Patos, não só pelo seu recorde de mandatos como vereador, mas muito mais pela história que construiu dentro e fora da política. Francisco Antônio de Maria, ou simplesmente Chico Bocão, como mais gostava de ser chamado, nos deixou numa quarta-feira em 2014.
Chico passara pelo menos dois anos, com complicações no fígado, passando por três procedimentos cirúrgicos, mas sempre de cabeça erguida lutando contra a doença.

Era 5h da madrugada daquele fático dia, quando ele se sentiu mal e foi levado pelos familiares para o Hospital São Francisco, onde não resistiu e faleceu por volta das 13h.
Chico deixou um legado de homem íntegro, político sério, com cheiro do povo humilde.
Foi assim que o homem nascido em 9 de maio de 1932 no município de Pocinhos próximo a Campina Grande, completou em 31 de dezembro de 2012 o seu 10º mandato parlamentar na Capital do Sertão sendo o recordista de mandatos em todo país por muito tempo.

O primeiro foi conquistado 1962, pelo antigo PTB, antes de migrar para o extinto MDB, quando foi eleito em 1968 para o seu segundo mandato.
Em 1972, chegou pela terceira vez a Câmara Municipal de Patos e assumiu a cadeira depois de ser eleito pelo PSB, e em 1976, chegou a Câmara Municipal de Patos, para fazer parte da base política do prefeito Edmilson Motta, quando o partido já se denominava PMDB.
Depois disso, vieram os mandatos conseguidos nas urnas, durante os processos eleitorais de 1982, 1988; 1992 e 1996, todos pelo PMDB Depois de ficar na primeira Suplência em 2000, voltou a Câmara Municipal em 2004 e em 2008, exercendo mais oito anos de mandato legislativo, completando ao todo, 46 anos, uma marca que dificilmente será batida num curto espaço de tempo.

Chico Bocão não conseguiu alcançar a incrível marca de 10 mandatos à toa, em aproximadamente 45 anos de legislatura, sendo 49 anos de vida pública. Construiu sua vida política alicerçada em princípios éticos e partidários e sempre se gabava de nunca ter saído do PMDB, partido responsável pelas suas maiores vitórias e trajetória política.
O eterno Chico Bocão, como ficou politicamente conhecido e respeitado pela população, disputou onze eleições, a primeira delas no ano de 1963 e se elegeu em dez oportunidades, terminando em primeiro lugar em 1992, quando chegou a 916 votos.
Em toda a sua trajetória de vida pública, a sua maior votação aconteceu em 2008, quando obteve 2.102 votos, justamente no ano em que disputou pela última vez o mandato de vereador. Já em 2004; 1996; 1982; 1976 e 1972, conseguiu ser eleito com mais de 1.000 votos, ficando sempre nas primeiras colocações.

O fato curioso em sua vida pública, marcada pela assistência social não só no bairro São Sebastião, mas em todo o Município, foi a única derrota ocorrida no ano de 2000, quando obteve surpreendentes 721 votos e ficou na 20ª colocação na contagem geral e na primeira suplência de seu partido, o PMDB.
Depois de abandonar a vida pública por motivos de saúde, Chico Bocão faleceu em Patos no dia 3 de setembro de 2014, recebendo na oportunidade diversas homenagens por parte de autoridades locais e estaduais, além de eleitores de várias épocas e da população em geral.
Um ano antes de partir, Chico Bocão recebeu o Título de Cidadão Patoense das mãos do então prefeito Nabor Wanderley, à época, no mesmo partido de Chico (PMDB).
De acordo com Nabor, Chico Bocão é uma grande referência na área política e social e um exemplo a ser seguido por todos os pares da Casa Juvenal Lúcio de Sousa.

Após a sua morte, ele foi também reverenciando levando o nome do Centro de Referência Especializado de Assistência Social, inaugurado em frente a sua residência, localizado no bairro do São Sebastião.

Querido pai,
Hoje faz 10 anos que você se foi, e a saudade ainda dói como se fosse o primeiro dia. Nesses anos, a ausência tem sido um vazio imenso, mas também uma lembrança constante do homem incrível que você foi. Chico Bocão, um nome que ecoa em Patos com respeito e carinho.
Você não era só um político; era uma pessoa que realmente se importava, que colocava as pessoas em primeiro lugar, que fazia da sua história a história de uma cidade inteira. Eu vejo o quanto você fez por Patos, o quanto você lutou por uma cidade melhor, mais justa, mais humana. O quanto seu coração era grande, capaz de abraçar a todos.

Pai, você sempre me ensinou que a vida é sobre deixar um legado, sobre fazer a diferença na vida dos outros. E, sem dúvida, você fez isso. Quando ando pelas ruas de Patos, ouço as pessoas falarem do "Chico Bocão" com um brilho nos olhos. É o maior testemunho de que seu espírito ainda vive entre nós.
Mas, além do político, você foi o pai mais amoroso e presente que eu poderia ter. As lembranças dos nossos momentos juntos são meu tesouro mais precioso. Ainda sinto sua presença em cada conselho que me deu, em cada gesto de carinho, em cada palavra de incentivo. A falta que você faz não tem tamanho, mas o amor que você deixou é ainda maior.
De onde estiver, sei que continua olhando por nós, guiando meus passos. E eu sigo tentando honrar tudo o que você me ensinou, seguindo o exemplo que você deixou. Você sempre será meu herói, meu exemplo, minha força.
Com eterna saudade e amor,
Sua filha Fátima.
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